15 músicas incríveis de Bruce Springsteen que você talvez nunca ouviu

Algumas delas foram gravadas por seus grupos pré-E Street, Steel Mill e a Bruce Springsteen Band

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Com a vida de Bruce Springsteen em turnê e vindo ao Brasil para se apresentar, inclusive, no Rock in Rio, vasculhamos os cofres para nossa lista dos sonhos de músicas incríveis e desconhecidas de Bruce Springsteen, aquelas que adoraríamos ouvi-lo tocar (é improvável, mas vai saber). Algumas delas foram gravadas por seus grupos pré-E Street, Steel Mill e a Bruce Springsteen Band, enquanto outras são sobras de discos de estúdio clássicos. Aqui vai uma lista com as 15 melhores. Se algum dia fizerem uma sequência da coleção de raridades de 1998Tracks, todas essas merecem entrar.

“Preacher’s Daughter” (1978)
Springsteen lançou dois CDs com material extra de Darkness on the Edge of Town em 2011, mas de alguma forma ele deixou de lançar essa faixa perturbadora. Ele tocou um pouco da música na introdução de “She’s the One” algumas vezes em 1978. Uma dessas performances está no DVD de Houston deThe Promise, e isso foi o mais perto que chegou de um lançamento oficial. Mas você pode ouvir a versão de estúdio aqui.

“Ballad of Jesse James” – Bruce Springsteen Band (1971)
Cerca de 40 anos antes de compor “Outlaw Pete”, Bruce Springsteen compôs um caubói épico ainda melhor: “Ballad of Jesse James”, uma das melhores músicas originais da pouco duradoura Bruce Springsteen Band. O grupo contava com os futuros músicos da E Street players Steve Van Zandt, Garry Tallent, Vini Lopez e David Sancious. Como a maioria das canções daquela era, Springsteen não encosta nelas desde o início da década de 1970.

”Goin’ Back to Georgia” – Steel Mill (1969)
Springsteen começou a ficar conhecido na banda local (Asbury Park) Steel Mill, que contava com os futuros E Streeters Vini Lopez, Danny Federici e Steve Van Zandt. Eles nunca gravaram um disco de verdade, mas ganharam alguns fãs devotos em Nova Jersey (e, estranhamente, em Richmond, Virginia) por causa de seus shows que eram verdadeiras maratonas ao vivo. Um dos destaques era “Goin’ Back to Georgia”, que claramente deve muito aos Allman Brothers.

“The Klansman” (1983)
As sessões de Born in the USA duraram cerca de três anos e produziram toneladas de faixas que não entraram no álbum, como “Shut Out the Light”, “Pink Cadillac” e “Murder Incorporated”. Todas estas foram lançadas, mas “The Klansman” – um conto sombrio sobre um garoto do Sul que é visitado por um recrutador da KKK – continua no cofre. Ele produziu a música em seu estúdio caseiro com uma bateria eletrônica. Espere para ver a música no inevitável box de Born in the USA.

“Cindy” (1979)
Quase havia um novo álbum de Bruce Springsteen em 1979 chamado The Ties That Bind, que teria contado com essa bonita canção de amor. Mas ele desistiu do disco na última hora. Ele voltou para o estúdio e gravou mais mais um monde de músicas para o que viria a ser o trabalho duplo The River. “Cindy” não sobreviveu aos cortes, mas os bootleggers conseguiram colocar as mãos em horas de material dessa era.

“Child Bride” (1982)
Será que esta é a faixa mais estranha já feita? Muitas das músicas de Nebraska são cantadas da perspectiva de criminosos, mas esta sobra, a respeito de um cara que leva uma garota menor de idade para a Flórida como sua “noiva criança” é bem sombria. Não foge muito da história real de Charles Starkweather, o tema da faixa que dá o título de Nebraska (e também do filme clássico de Terrence Malick Terra de Ninguém). A música nunca foi lançada, mas partes dela evoluíram até se tornarem “Working on the Highway”.

“Janey Needs a Shooter” (1978)
Springsteen passou seis anos mexendo em “Janey Needs a Shooter”, mas nunca ficou satisfeito com os resultados. Warren Zevon se apaixonou pelo título depois de ouvi-lo da boca do empresário de Springsteen, Jon Landau, e ele começou a compor sua própria versão (com o nome trocado para Jeannie) – que Springsteen ajudou a finalizar. A versão de Springsteen, mesmo, permaneceu inédita.

“Lonely Night in the Park” (1974)
Não teve disco de Bruce Springsteen em 1974, mas ele compôs material novo ao longo da maior parte do ano. “Lonely Night in the Park” estava originalmente prevista para seu terceiro álbum, mas o empresário Jon Landau argumentou que esta música deveria ter feito parte de Born to Run, em vez de “Meeting Across the River”. A opinião dele não venceu.

“Visitation at Fort Horn” (1972)
“Visitation at Fort Horn” estava originalmente prevista para entrar emGreetings From Asbury Park, mas Clive Davis não ouviu um hit no disco. Ele pediu para Springsteen voltar ao estúdio, onde ele gravou “Spirit in the Night” e “Blinded By the Light”. Para dar espaço a elas, ele cortou “Visitation at Ford Hood”, um épico cheio de versos que remete a “Lost in the Flood”

“If I Was the Priest” (1972)
O conto extremamente repleto de sacrilégio “If I Was the Priest”, sobre Jesus no Velho Oeste, nunca foi lançado de alguma forma oficial, mas continua sendo uma das músicas mais importantes do catálogo de Springsteen. Ele colocou o executivo da Columbia, John Hammond, para ouvi-la na primeira reunião deles – e Hammond assinou com o jovem compositor na esperança de que seu primeiro disco fosse ser todo com músicas assim.

“Song for Orphans” (1972)
Springsteen quase nunca toca músicas pré-Greetings From Asbury Park em seus shows, então os fãs precisam precisam recorrer a bootlegs para ouvi-las. “Song for Orphans” é uma rara exceção. Do nada, ela resgatou em 2005 durante a para em Trenton de sua turnê Devils and Dust. O punhado de pessoas na arena que conhecia a faixa enlouqueceu.

“Cowboys of the Sea” (1972)
Esta é mais uma faixa que Springsteen tocou para John Hammond em sua audição para a Columbia em 1972. Ele tentou uma versão de estúdio durante as sessões de Greetings, mas ela não chegou nem perto de entrar para a seleção final. É um conto totalmente esquisito a respeito de dois caubóis em cardumes de peixes no fundo do mar.

“Street Queen” (1972)
Esta é mais uma música das sessões de demo de 1972 que Springsteen fez com John Hammond. É uma espécie de proto-“Kitty’s Back” a respeito de uma garota com “quadris de Cadillac hips”, olhos que são “de vidro certificado” e “pernas como uma limousine”.

“Tokyo” (1973)
“Tokyo” era uma candidata no início de The Wild, the Innocent & the E Street Shuffle. Springsteen a tocava ao vivo regularmente, mas épicos como “Rosalita” e “New York City Serenade” só deixavam tempo o suficiente para mais sete músicas. “Tokyo” acabou arrancada do setlist, mas muitas gravações ao vivo sobreviveram. É uma chance rara de ouvir Garry Tallent tocando tuba.

“Tiger Rose” (1995)
Essa música, registrada durante as sessões deGhost of Tom Joad, foi gravada pelo herói do rockabilly Sonny Burgess e inclusa no disco de tributo a Springsteen One Step Up/Two Steps Back: The Songs of Bruce Springsteen(1997). Springsteen e Burgess a tocaram juntos em um show beneficente relativo ao 11 de setembro em Red Bank, Nova Jersey, em 2001.

 

Fonte: Revista Rolling Stone

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