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18a Fiart espera movimentar mais de R$ 5 mi em 10 dias

Data: 10 janeiro 2013 - Hora: 18:03 - Por: Roberto Campello

Na manhã desta quinta-feira, foram apresentadas as novidades da feira para a imprensa, autoridades e artesãos do RN. Foto: Jose Aldenir

A tradicional Feira Internacional de Artesanato (FIART) chega este ano a maioridade, com sua 18ª edição e já se consolidou no calendário nacional como uma das feiras mais importantes do país no segmento do artesanato. Na manhã desta quinta-feira (10), a organização do evento apresentou as novidades da feira para a imprensa, autoridades e artesãos do Rio Grande do Norte. Com o tema “Talento e sensibilidade para moldar o futuro”, a 18ª edição da FIART começa no dia 18 de janeiro e se estende até o dia 27. Durante os dias de Feira, a expectativa é que cerca de 70 mil pessoas passar pelos estandes localizados no Centro de Convenções, movimentando mais de R$ 5 milhões, superando os números da edição passada.

O idealizador e coordenador da Feira Internacional de Artesanato, Neiwaldo Guedes conta que o tema deste ano pretende destacar a importância socioeconômica da produção artesanal para a geração de renda e construção de um futuro melhor. Além da estrutura física e um grande volume de expositores e mercadorias, a FIART ainda oferece aos visitantes o Salão de Artesanato Potiguar, Seminário do Artesanato Potiguar, Salão dos Mestres, Prêmio Vitrine do Artesanato, Festival de Danças Folclóricas, Shows artísticos e tribos indígenas. Este ano, a novidade será a presença da tribo indígena Xingu. Ao todo, são 385 estandes, com representantes de 17 países.

“Os artesãos têm a necessidade, cada vez maior, de comercializar os seus produtos e a feira incentiva essa comercialização, além de, pela concorrência, fazer com que eles se tornem cada vez mais competitivos, melhorando a qualidade dos produtos”, destacou o coordenador da Feira. Neiwaldo disse que este ano a Feira trará muitas novidades na área de ambientes, decoração, acessórios femininos e o tradicional Capim Dourado, oriundo de Palmas (TO), além da presença de arquitetos, que trabalham com artesanato, em outros estados. Através do Programa Nacional do Artesanato, do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior, artesãos dos estados de Goiás, Maranhão e Piauí, que não poderiam participar da Feira por dificuldades financeiras, já confirmaram a presença.

O coordenador da Feira ressaltou uma pesquisa realizada ano passado pela Federação do Comércio (Fecomercio) em que mostra o artesanato como sendo a 2ª atração mais procurada de quem visita Natal e como a primeira opção de compra. “A Feira a cada ano se incorpora e se consolida cada vez mais, por outro lado, a responsabilidade aumenta a cada ano, já que a cobrança também aumenta, em termos que ficar antenados com as novidades de mercado para trazermos para a feira. A Feira já é um sucesso e prova disso é que estamos com os mesmos parceiros há 17 anos. Ao longo desses anos, fazemos um balanço muito positivo, com uma história de crescimento e sucesso. Uma Feira que começou regional e hoje ganhou proporções internacionais, com todos os continentes sendo representados”, afirmou Neiwaldo Guedes.

A governadora Rosalba Ciarlini destacou a importância do evento para o crescimento do artesanato potiguar. “A Feira tem mostrado a cada ano a excelente qualidade dos nossos artesãos para o Brasil e para o mundo. Os produtos que são produzidos aqui no Rio Grande do Norte, através da Feira, está ganhando o mundo e todos estão tendo a oportunidade de conhecer as nossas potencialidades”, destacou a governadora.

O diretor técnico do SEBRAE-RN, João Hélio Cavalcanti, lembrou que o SEBRAE é parceiro da Feira desde a primeira edição, por reconhecer a importância do artesanato para a economia do Rio Grande do Norte e pela contribuição que o artesanato dá para o desenvolvimento econômico e social do Estado. “Antes da Feira os artesãos tinham o trabalho como uma atividade secundária, hoje eles tem o artesanato como a atividade principal. E hoje há cada vez mais o incremento dos produtos, buscando a excelência da qualidade do produto oferecido. Além disso, o contato com os artesãos de outros estados faz com que os potiguares, pela competitividade, queiram produzir sempre os melhores produtos”, destacou João Hélio.

Durante os dez dias da FIART, o SEBRAE estará com uma grande loja do artesanato potiguar, que funcionará como um teste do que o SEBRAE apresentará durante a Copa do Mundo de Futebol em 2014. “O SEBRAE vem preparando as atividades de bens e serviços e todas as atividades associadas ao turismo como preparação para comercialização de produtos que serão apresentados aos turistas durante o mundial em 2014. Essa será uma oportunidade para ensaiarmos o que queremos apresentar, tanto na qualidade dos produtos oferecidos, quanto na postura dos artesãos. Queremos aproveitar a hospitalidade, que é peculiar dos potiguares, para ser o diferencial do nosso atendimento”, afirmou o diretor técnico do SEBRAE-RN.

O secretário Estadual de Turismo, Renato Fernandes, destacou a interação entre o Turismo e a Cultura e a importância da FIART para esses dois segmentos da economia potiguar. “A realização de um evento como este, de grande porte, potencializa, ainda mais, o turismo de eventos. A Feira já vem se consolidando e gradativamente crescendo a cada ano e é vital a participação do Governo em eventos como estes, pois há uma recomendação da governadora de que o Turismo seja tratado como política de Estado”, disse Renato Fernandes.

O artesão Gilson Miguel disse que apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do ano, a Feira acontece, no mês de janeiro, período de alta estação, para consolidar o mercado do artesanato potiguar. “Durante os dias da FIART colocamos nossos produtos numa vitrine para que os natalenses e os turistas possam apreciar, curtir e adquirir os nossos produtos. Mostramos pela feira a nossa capacidade criativa, desde a utilização do barro até os trançados. Nosso artesanato não deixa nada a desejar a de nenhum outro lugar,  e momentos como este é justamente para mostrar a nossa criatividade quanto artesãos”, afirmou o artesão.

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