21ª Exposição de Orquídeas segue até domingo no Sam’s Club, na BR-101

Elas são alvo de admiração de mulheres e homens, já foram até estudadas no espaço e são responsáveis também por…

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Elas são alvo de admiração de mulheres e homens, já foram até estudadas no espaço e são responsáveis também por separação de casais. Até amanhã (6), as protagonistas dessas histórias participam da 21º Exposição de Orquídeas do Rio Grande do Norte realizada no térreo do Sam’s Club na BR 101 e promovida pelo Círculo Potiguar de Orquidófilos (CPO), com entrada gratuita.

Como a exposição é competitiva, o visitante ainda pode votar na melhor e mais bela orquídea e este voto pode render até um presente. É que os cinco primeiros votos retirados das urnas ganharão uma orquídea. A competição se divide em sete categorias: espécie regional, nacional, estrangeira, micro-orquídea, híbridos e vandácias (a elite das orquídeas). Os competidores serão classificados até o terceiro lugar e levarão um troféu para casa.

Além do júri popular, haverá jurados técnicos que avaliarão primordialmente a perfeição da flor e o cultivo. “Se a perfeição técnica da planta tem que ser redonda, então ela deve ser redonda”, explica o organizador do evento, Gérson Paiva. Segundo ele, alguns jurados técnicos utilizam até gabaritos para verificar o padrão de perfeição das concorrentes. Os jurados populares geralmente observam somente as cores, conta Paiva.

De acordo com a engenheira florestal e pesquisadora de orquídeas, Lou Menezes, a paixão pelas orquídeas, em geral, acomete os homens. “A mulher quer mais como artifício de beleza”, disse. Ainda segundo a especialista, a orquídea apresenta alguns motivos para que este hobby seja essencialmente masculino. “Há necessidade de grandes caminhadas para encontrá-las, subir montanhas, é um grande esforço”, explicou. Além disso, a planta é vista como forma de presentear a mulher. E o terceiro motivo, mesmo que inconsciente, seria a semelhança do labelo das orquídeas com o pênis. Por coincidência, o labelo é a peça floral de onde insetos retiram o pólen, ou seja, parte importante na reprodução tanto como o órgão sexual masculino.

Mas Lou Menezes vai além. Ela diz que a dedicação masculina dispensada às orquídeas é causadora de separação de casais. “Às vezes, as mulheres rejeitam as orquídeas. Uma vez chegaram pra mim e disseram ‘Lou, o que é que faço? O sofá está todo rasgado, a geladeira vazia, o nosso casamento praticamente acabado, mas todo dia ele chega com um vaso de orquídea’”, relatou a orquidóloga, que também é diretora do Orquidário Nacional do Ibama. A pesquisadora também está lançando o livro “Orquídeas do Planalto Central Brasileiro” em português e inglês durante o evento.

No Rio Grande do Norte, não predomina o cultivo desse tipo de planta pelos homens. “Aqui é bem dividido, 50% para cada, até porque as mulheres no Rio Grande do Norte têm um histórico de pioneirismo”, disse Paiva, lembrando da primeira mulher a votar no Estado, Alzira Soriano.

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