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30 anos de outros 40

Data: 13 março 2013 - Hora: 18:00 - Por: Alex Medeiros

Li no blog “Diário do Improviso”, do jornalista Moisés de Lima, que o cantor potiguar Gilliard Cordeiro comemorou 30 anos de carreira com dois shows, na sexta e sábado, no Manhattan Café Theatro, em Recife, lançando o CD “Um Convite à Minha Voz”.

O blogueiro estranhou o fato de não haver qualquer informação da presença do artista em sua terra num momento tão relevante da sua trajetória. Quem sabe, coisas de Natal, onde Núbia Lafayette só subiu ao palco do Alberto Maranhão já perto de morrer.

Mas eu estranho outra coisa. Creio que está havendo um desfalque cronológico na carreira do cantor, ou então ele próprio está estabelecendo o início de tudo no ano de 1983, mais ou menos dez anos antes do seu nome se popularizar por aqui e no Recife.

Gilliard Cordeiro foi uma das tantas descobertas e dos muitos afilhados artísticos do saudoso ex-senador Carlos Alberto de Sousa, ao tempo em que este dominava a audiência de rádio e TV no RN pelos microfones da Rádio Cabugi e câmeras da TVU.

Se não me falha a memória – coisa muito rara quando me insiro no contexto do acontecimento – o primeiro disco profissional de Gilliard veio em 1978, uns cinco anos antes da explosão radiofônica do sucesso “Queria Estar Perto de Você”. Confiram.

O garoto do Tirol surgiu pelo mecenato do radialista e político no rastro de uma onda de cantores que faziam sucesso no Brasil com canções de romantismo lacrimejante, como Márcio Greyck, Fernando Mendes, Evaldo Braga, Ângelo Máximo e Carlos Alexandre.

Nessa época, o próprio pai de Micarla de Sousa arriscou uma veia musical gravando um compacto simples onde a balada brega “Baby My Girl” tocava o dia inteiro nas rádios AM de Natal e do interior. O título inglês seguia a moda dos nomes americanizados.

Acho um equívoco de efeméride o aniversário de 30 anos comemorado agora por Gilliard. Na equação dos fatos, sua carreira não teria começado em 83 e sim mais atrás, senão na cena urbana de Natal, mas pelo menos no primeiro LP, no ano de 1978.

Já no princípio dos anos 70, Gilliard Cordeiro não esteve sozinho no apadrinhamento de Carlos Alberto, que através do auditório da TV Universitária – então o único canal local – realizava concursos para descobrir calouros com algum talento musical.

A precisão da minha lembrança tem motivos domésticos. No meu time de peladas na Rua Mário Lira, um dos garçons para meus gols de “garapeiro” era Jorge Luís, nosso melhor malabarista com a bola. O outro era Toinho, um Ademir da Guia moreno.

Pois bem. Por várias vezes, o grupo de garotos se reunia numa das poucas residências com aparelho de TV para acompanhar a calourada na TVU, simplesmente porque Jorge estava lá soltando seu vozeirão nas canções de Paulo Sergio ou de Jerry Adriani.

E em duas vezes, meu colega superou Gilliard e o resto, cantando o sucesso “Máquinas Humanas”, de Paulo Sergio, a sétima faixa do LP de 1973 do cantor que chegou a rivalizar com Roberto Carlos, fazendo o rei gravar o disco “O Inimitável”, em 1968.

Entre os calouros que ganharam notoriedade nas paradas do rádio em Natal estava também um garoto das Quintas, Gilvan Felipe, de estampa meio hippie, cabelos longos e louros e que gravou uma música que hoje seria alvo dos inquisidores da esquerda.

“Eita, nêga do sovaco fedorento, do cabelo arrepiado todo cheio de piolhos”, dizia o refrão do sucesso em que virou a composição do outro afilhado de Carlos Alberto. Ah, e convém informar que Jorge Luís é hoje o seresteiro negro que tem fãs até em Portugal.

Vale também registrar que os adolescentes daqueles anos namoraram no lento embalo do primeiro sucesso de Gilliard. A canção “Queria estar perto de você” daria título a um LP lançado em 1976. Que é mais um ano que não bate com os eventos de 30 anos. (AM)

 

Similitude
“Eu tô só preso, não tô morto, não”. De Fernandinho Beira-Mar, dizendo mais ou menos a mesma coisa que disse Zé Dirceu. “Eu não perco, sou um vitoriso”. De Zé Dirceu, dizendo mais ou menos a mesma coisa que disse Fernandinho Beira-Mar.

Xô, Aécio!
Já não simpatizava quase nada com a candidatura do senador mineiro. E agora, com essa verborragia socializante de “reestatizar” a Petrobras. Ganhará meu voto o primeiro que propuser privatizá-la, antes que o governo do PT a leve à bancarrota.

Conclave
Os jornais La Stampa, da Itália, ABC, da Espanha, e Daily Mirror, da Inglaterra, colocaram o cardeal brasileiro don Odilo Scherer na quinta posição de uma lista de supostos favoritos à sucessão de Bento XVI. Noutros diários, ele está entre os três.

Fumaça preta
No segundo dia de votação no Vaticano, o espírito santo não conseguiu definir o nome do novo papa na cabeça dos cardeais. Na primeira votação, segundo a mídia italiana, o bispo de Milão, Angelo Scola, obteve a primeira posição, seguido de Odilo Scherer.

O papa Messi
Em mais um show de Messi, o Barcelona atropelou o Milan e destroçou o sistema defensivo do time italiano. Após a goleada, que classificou o clube catalão às quartas da Champions League, o diário Sport estampou: “Fumaça branca em Camp Nou”.

Blog futebol
Estou procurando interessados em escrever blogues específicos com notícias sobre o Alecrim, futebol de Mossoró, futebol do Seridó, série B Brasileirão e futebol mundial. Contatos no e-mail do colunista, destacado no cabeçalho desta coluna.

Volta o NoMinuto
O jornalista Diógenes Dantas está anunciando para abril o retorno do seu portal de notícias No Minuto, que saiu do ar no final do ano passado. O site foi durante um tempo o guarda-chuva de outros noticiosos de Dantas, como um jornal e um telejornal.

Notícias do Oeste
Recém-saída do departamento de marketing do jornal e do portal De Fato, a publicitária Larissa Gabrielle passará a assinar no Portal no Ar (com estréia dia 18) o blog “Era Uma Vez no Oeste”, com notícias, opinião e dicas sobre os fatos em Mossoró.

RN Ciência
A imprensa potiguar ainda não pautou nenhum repórter para descobrir quem são os representantes do RN a bordo do navio científico Alpha Crucis, cuja missão no alto mar é destaque no blog de Herton Escobar, do site do Estadão, transcrito aqui ontem.

Mau exemplo
No ambiente científico, assim como no político, é grande a distância entre teoria e prática. A presumida solidariedade humana de um cientista petralha é apenas um jogo midiático de vaidades. Na plano real, a distância física e afetiva prejudica um filho.

Polícia
É preciso esclarecer aos leitores que não há nenhuma investigação da Polícia Civil contra estudantes que protagonizaram a passeata “Revolta do Busão” ano passado. O alvo é um grupo que infiltrou-se no movimento para praticar vandalismos nas ruas.

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