Data: 31 janeiro 2013 - Hora: 18:00 - Por: Walter Gomes

Entre nove, apenas dois governadores do Nordeste podem reeleger-se próximo ano, porque cumprem o primeiro mandato. São o da Paraíba – Ricardo Coutinho (PSB) – e a do Rio Grande do Norte – Rosalba Ciarlini (DEM). É certa a recandidatura do socialista paraibano, mas os irmãos Rêgo estão no seu caminho. Um é Vital, senador; o outro, Veneziano, prefeito de Campina Grande. Cássio Cunha Lima, novo líder do PSDB no Senado, é potencial pretendente a voltar ao Palácio da Redenção.  No caso potiguar, a recondução depende de ampla mudança de cenário. A senhora Ciarlini é mal avaliada como administradora e, por isso, é recordista em rejeição. Mesmo assim, é tida como candidata.  Possíveis pretendentes da oposição ao “trono” não se expõem. Há uma exceção, porém.  O vice-governador Robinson Faria (PSD) assume que quer o lugar da correligionária de 2010 e parte de 2011.

Flávio Dino (PCdoB) e Edison Lobão (PMDB) devem medir força no Maranhão. O comunista (?) preside a Embratur. O peemedebista, senador-ministro de Minas e Energia, representa o clã Sarney. No Piauí, muitos querem. Talvez, veja só, as melhores possibilidades estejam com Wellington Dias (PT), terceiro colocado na recente corrida à prefeitura de Teresina. Dias, agora senador, governou o estado de 2003 a 2010. Prontos para o confronto no Ceará: Luizianne Lins (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). Ela concluiu, início do ano, o segundo mandato na prefeitura de Fortaleza. Ele acaba de ganhar a liderança de seu partido no Senado. A fraternidade Gomes – Cid, governador; Ciro, ex; e Ivo, deputado estadual -  prepara Leônidas Cristino, companheiro do PSB e ministro dos Portos, para a sucessão.

Fernando Bezerra Coelho (PSB), ministro da Integração Nacional, deseja ser o candidato de Eduardo Campos, presidente nacional do PSB e governador (reconduzido) de Pernambuco. O senador Armando Monteiro, neto, (PTB) cobiça o mesmo apoio. A oposição ainda busca o caminho. Em Alagoas, quem se movimenta é o deputado Renan Calheiros, filho, (PMDB), patrocinado pelo pai, que amanhã vai tentar o retorno à presidência do Senado. No estado vizinho, Sergipe, João Alves, filho, (DEM) prefeito de Aracaju (agora, pela segunda vez) e governador de três mandatos, é o mais influente nome da oposição. É possível que deixe a prefeitura e concorra à sucessão do petista Marcelo Déda.

Na Bahia, Walter Pinheiro (PT), senador cotado para assumir a liderança da bancada governista no Senado, posiciona-se para participar do embate pela sucessão do governador petista Jaques Wagner. Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e hoje secretário de Estado, integra a lista relação dos aspirantes. A senadora Lídice da Mata (PSB) movimenta-se.  Geddel Vieira Lima, dono do PMDB regional e o mais duro adversário de Wagner, pretende ir à luta para ganhar a governadoria. Espera o apoio do prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães, neto, (DEM), e do PSDB, em declínio na capital e fraco no interior.

Que assim seja
A nova aposta do ministro da Fazenda.
Guido Mantega (foto) promete estabilidade na política de câmbio. O dólar se manterá “sem flutuações fora do esquadro”, diz o ítalo-brasileiro protegido da presidente Dilma Rousseff.

Otimista – e como o é -, Mantega assegura que não haverá valorização especulativa do real.

- Mensagem clara de deputados do PT ao Palácio do Planalto: é preciso tapar os furos da relação do governo com a bancada.
- Francisco Dornelles (RJ) acumula a presidência nacional do PP com a liderança (foi escolhido ontem, por consenso) da bancada na Câmara.
- Evolui no PSDB a composição Minas Gerais-São Paulo. O senador Aécio Neves seria presidente nacional do partido e o governador Geraldo Alckmin indicaria o secretário-geral.
- Duas certezas entre deputados do PMDB. Primeira, vai haver segundo turno na eleição do líder. Segunda: o carioca Eduardo Cunha chega lá.
- Para refletir: “Quando as palavras não são tão dignas quanto o silêncio, é melhor calar e esperar” (Eduardo Galeano, escritor uruguaio).

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