8ª mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul começa amanhã

Em Natal, o evento começa amanhã e se estenderá até dia 10, no IFRN da Cidade Alta

Promovido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Cultura, a 8ª edição da mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul vai exibir 38 filmes por todo o território nacional, entre os dias 26 de novembro e 22 de dezembro de 2013. Em Natal o evento começa amanhã (05) e se estenderá até dia 10 (terça-feira), sempre no IFRN da Cidade Alta. Os filmes estão divididos nas categorias Mostra Competitiva de longas, médias e curtas, Mostra Homenagem – Vladimir Carvalho e Mostra Cinema Indígena.

Por todo o Brasil, são 600 pontos extras de exibição através de cineclubes, pontos de cultura, institutos federais de educação profissional, científica e tecnológica, universidades, museus, bibliotecas, sindicatos, associações de bairros, telecentros, entre outros. Em cada cidade, a programação se estende por seis dias, totalmente aberta ao público. O cineasta potiguar João Vitor Siqueira é um veterano espectador da Mostra e sabe a importância que o evento tem para uma arte difícil, pois cara e meticulosa, ainda mais em uma capital incipiente em várias frentes da indústria cultural.
“Fazer cinema é muito caro e dá muito trabalho. Então qualquer exibição de filmes nacionais ou estrangeiros que venha para Natal, serve de incentivo para quem atua na área ou mesmo quem está meio parado, como é meu caso. Tenho projetos engavetados e sempre que tem esse tipo de evento eu consigo fazer bons contatos e ter uma fonte de inspiração”, diz João Vitor, jovem diretor que tem um curta ambientado no Agreste Potiguar no currículo. Iniciada em dezembro de 2006, a Mostra foi criada em alusão ao aniversário da Declaração dos Direitos Humanos.

Todos os filmes serão exibidos com closed caption (sistema oferece legendas e sons das cenas) para pessoas com deficiência auditiva e haverá sessões com audiodescrição para deficientes visuais, em que o narrador descreve detalhes da história. “Nossa proposta é utilizar a linguagem cinematográfica para estabelecer um diálogo direto com a população. A Mostra tem o importante papel de disseminar e fortalecer a educação e a cultura em Direitos Humanos, especialmente de forma a alcançar os setores historicamente excluídos ou com menos acesso a bens culturais, tratando do enfrentamento a todas as formas de violações de direitos”, assinala a ministra de Estado-Chefe de Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, no release oficial.

 

Mostra Competitiva

Com mais de 150 inscrições, a curadoria da Mostra Competitiva (a principal) escolheu 24 filmes de diferentes países da América do Sul – 13 longas, 07 médias e 04 curtas. Os filmes selecionados abordam temas, como inclusão das pessoas com deficiência, diversidade sexual, direito à memória e à verdade, população de rua, preconceito racial, direito ao trabalho digno.

Com um foco em comum: o fortalecimento da educação e a da cultura em Direitos Humanos, o respeito às diversidades, o exercício da cidadania, o compartilhamento da responsabilidade social e o agenciamento coletivo de forças afirmativas da dignidade humana. Unindo originalidade estética e apuro técnico, a Mostra conduz o debate crítico, político e transversal que o tema enseja.

04Cris09

 

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