A combustão do levante
Com o lançamento de candidaturas avulsas à presidência da Câmara dos Deputados e a retomada de denúncias contra o postulante oficial, o grupo aparentemente majoritário reexamina a estratégia para a eleição de fevereiro. Se não der certo, o pleito deve ir ao segundo turno. Nesse caso, é natural que aumentem os complicadores no mercado do toma lá dá cá. O colégio eleitoral é composto por 513 parlamentares. Henrique Eduardo Alves, beneficiário de um acordo celebrado em janeiro de 2012, tem o apoio de ampla frente encabeçada pelo PMDB e PT, siglas que agregam as duas maiores bancadas na Casa.
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Rose de Freitas reingressa na corrida para a presidência da mesa diretora. Ela tem história longa no peemedebismo, à parte o estágio de cinco anos no tucanato. A deputada capixaba faz marcação cerrada sobre o colega potiguar. O que Alves disputa, a atual vice-presidente da Câmara atua como personagem divisionista. Por enquanto, o líder do PMDB, apesar de vulnerável, supera a barulhenta e obstinada Rose.
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Além da representante do Espírito Santo, também Júlio Delgado (PSB-MG), suave no trato, arregimenta apoios para o embate. Trata-se de uma catequese de aceitação imprevisível. O mineiro andava isolado. Entretanto, houve mudança, ainda sem avaliação objetiva. A cúpula do peessebê não crê, todavia, no sucesso desse projeto alternativo. Daí, o silêncio de Eduardo Campos, presidente nacional do socialismo nativo. Espelhado no exemplo de seu avô materno, Miguel Arraes, o governador (reeleito) de Pernambuco é um ambicioso precavido.
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Pós-escrito: Apesar de acusações recorrentes, Henrique Eduardo é favorito à sucessão de Marco Maia (PT-RS). As circunstâncias, contudo, sugerem-lhe ampliar a cautela. Há risco para o projeto do mais antigo mandatário com assento no plenário da Casa. Por enquanto, pequeno. Faltam 20 dias para a decisão. No tempo político, espaço grande para a angústia.
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O retrato falado
Um país marcado pela radical divisão dos patrícios.
Lá, idolatra-se ou odeia-se Hugo Chávez.
Essa é a visão de um repórter em férias na rápida passagem por Caracas, capital da Venezuela bolivariana.
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Registro de uma das belezas arquitetônicas na cidade: Palácio de Miraflores, residência oficial do presidente da República.
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Honra ao mérito
Celso de Mello (foto) antecipa aposentadoria.
Ministro-decano do Supremo Tribunal Federal, ele deixa a Corte três anos antes de ser alcançado pela compulsória.
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Jurista de rico currículo e exemplo de cidadão digno, ele despe a toga ainda neste semestre.
Cansado e com a saúde frágil, Celso de Mello vai dedicar-se à vida pessoal.
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- Kátia Abreu (PSB-TO), senadora-presidente da Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil, está em Pequim. Negocia o fim do embargo do governo chinês à importação de carne brasileira.
- Embora a inflação persista, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, endossa a perspectiva de tendência declinante neste exercício fiscal.
- Quinta-feira, o PV entra em cadeia nacional de rádio (20h às 20h10) e tevê (20h30 às 20h40). Fernando Gabeira terá espaço nobre. O ex-deputado é o preferido da legenda para concorrer à Presidência da República. É improvável que aceite.
- A partir de hoje e até o fim do mês, Ricardo Lewandowski preside o Supremo.
- Goiano de Anápolis, Ronaldo Caiado é o novo líder do DEM na Câmara dos Deputados. Ele, duro adversário do PT, faz parte, com destaque, da bancada ruralista no Congresso.
- Vem aí, com mais desinibição, a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Nordeste. Primeiro embate com o governo federal: recuperação do Dnocs.
- Eliana Calmon assume, pro tempore, a presidência do Superior Tribunal de Justiça.
- Para refletir: “A poesia é uma forma de ocultar a vida pessoal em palavras” (Lêdo Ivo, escritor e poeta brasileiro).


