A dificuldade mostra o rosto
Marina Silva sente-se cerceada no trabalho para criar um partido à sua imagem e semelhança. Há propostas em trâmite no Congresso que dificultam o apoio de parlamentares às legendas em formação. A ex-senadora aponta o uso de “dois pesos e duas medidas” pelos congressistas. Refere-se aos defensores de projetos que restringem o acesso de novas agremiações a recursos do Fundo Partidário e limitam o tempo de propaganda gratuita no rádio e na tevê.
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Outro complicador: conseguiu, até ontem, pouco mais de 10% das 500 mil assinaturas obrigatórias – computados nove estados, pelo menos – no pedido de registro à Corte Eleitoral.
E mais um, entre outros problemas menores: enquanto a entidade partidária não adquirir personalidade jurídica, fica proibida de receber doações.
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Pós-escrito: no Rio Grande do Norte, inexiste, até esta sexta-feira, cobertura para o partido de Marina, com o esquisito nome Rede Sustentabilidade.
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Um caso pessoal
Quem decide é Wilma de Faria.
Se quiser tentar o retorno ao Executivo do Rio Grande do Norte, o PSB nacional dar-lhe-á plena cobertura.
O anúncio é do comando partidário.
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A vice-prefeita de Natal tem um projeto para ser avalizado nas urnas de 2014.
Ex-governadora do estado e da capital, ela deseja voltar ao plenário da Câmara dos Deputados, aonde viveu um grande momento de sua vida pública.
Foi à época da Assembleia Nacional Constituinte, quando ganhou nota 10 como parlamentar.
Divisão na sigla
A curiosa observação de um tucano paulista.
Segue, com as indispensáveis aspas:
“Há hora que o vento bate e enche a vela. É nesse tempo que você tem que correr e se lançar. E eu acho que o vento está batendo na vela de Eduardo Campos.”
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Quem fala assim é o senador Aloysio Nunes Ferreira (foto), eleito, em 2010, com 11,2 milhões de votos.
No PSDB, ele é do grupo de José Serra. Portanto, olha de soslaio para Aécio Neves, aspirante do partido à Presidência da República.
- Jogo aberto: agora, o DEM é contra o fim das coligações nos pleitos proporcionais – deputado e vereador. Pudera, com apenas um terço da representação no Congresso quando se chamava PFL (tinha 20 senadores e 90 deputados), o partido preocupa-se com o futuro nada promissor.
- Apesar da desoneração tributária, não houve redução de preço de alguns produtos da cesta básica. Caso do feijão e arroz, em pelo menos quatro capitais: Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro e Salvador.
- Disputa entre deputados paulistas. O federal Paulo Teixeira vai desafiar o estadual Rui Falcão, recandidato à presidência nacional do PT. Lançamento de Teixeira, ex-líder da sigla na Câmara, será dia 23.
- O Itamaraty informa: o embaixador Denis Fontes de Souza Pinto será o representante do Brasil junto ao Itamaraty. Assume no início do papado de Francisco.
- Entre este mês e o próximo, Eduardo Campos (PSB-PE) segue roteiro nacional. Como convidado, o governador visita cinco estados. Pela ordem das viagens: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.
- Sandra Rosado (PSB) informou, da tribuna da Câmara dos Deputados, que a Petrobras tem feito “demissões em massa” no Rio Grande do Norte. O problema agravou-se por falta de investimento da empresa, segundo a parlamentar.
- O jornalista Mark Bowden narra em 248 páginas como os serviços de inteligência (civil e militar) dos Estados Unidos localizaram, cercaram e mataram Osama Bin Laden, o então chefe da Al-Qaeda. Nos postos de venda em Brasília, o livro custa R$ 31.
- Para refletir: “Não tenho medo da solidão, até porque sou uma boa companhia para mim mesmo” (José Bonifácio de Oliveira, sobrinho – o Boni –, publicitário e empresário de comunicação).


