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A hora deveria ser agora

Data: 01 fevereiro 2013 - Hora: 18:00 - Por: Walter Gomes

É factível que a economia nacional avance em 2013. A dúvida consiste no ritmo da progressão. Foi lento no primeiro mês do ano. Assim deve ser em fevereiro, por causa do antes e o depois do Carnaval. Durante quase uma semana, pelo menos, muda o referencial. Enquanto a presidente da República recolhe-se a uma base militar no litoral do Nordeste e os ministros somem de Brasília, o Rei Momo, no comando da fuzarca, ocupa ruas e clubes do país. Agende-se para março, portanto, a reabertura da pauta de feitos, apesar do feriadão que começa dia 29, Sexta-Feira Santa.

Teme-se – e aí está reproduzido o pensamento da elite empresarial e do bloco nobre parlamentar – o alongamento do prazo para mostrar bons resultados. Por enquanto, o exibido é um cenário otimista, com toques de exagero, desenhado pelo governo e colorido por consultorias alinhadas aos pressupostos oficiais.

Ao mesmo tempo em que a administração Dilma Rousseff é bem avaliada pelos cidadãos, a incerteza asfixia o sentimento do mercado. Se os números das sondagens de opinião enaltecem a Presidente, o boletim Focus, do Banco Central, revela a apreensão da iniciativa privada.

Pós-escrito: A disparidade de percepções tem potencial desestabilizador.

Fora do circuito
Pronto, agora são quatro os aspirantes a presidente da Câmara.
Chico Alencar (PSOL-RJ) entra no embate para enfrentar dois peemedebistas – Rose de Freitas (ES) e Henrique Eduardo Alves (RN) – e o socialista Júlio Delgado (MG).
Alencar, sem chance, apresenta-se com o propósito de oferecer um contraponto “radical, frontal e nítido ao candidato do Planalto”.

Refere-se, sobretudo, ao deputado potiguar, apesar de a capixaba e o mineiro serem, também, condôminos do poder federal.

Volta por cima
Deputados do PR dão grito de independência.
Contrariam o Palácio do Planalto e elegem Anthony Garotinho (foto) líder da bancada na Câmara.

O ex-governador do Rio de Janeiro derrotou o paranaense Fernando Giacobo.

Jeito de pensar
Dilma Rousseff resiste às manifestações do PT repressivo.
Nega-se a fortalecer o movimento a favor do marco regulatório da mídia, porta de entrada para a censura à imprensa.
Originário do governo Lula da Silva, o anteprojeto foi elaborado por Franklin Martins, então ministro da Comunicação Social.

Na defesa da ampla liberdade de opinião, a presidente da República e lideranças partidárias – tanto da base palaciana quanto da aliança oposicionista – olham na mesma direção.

Segue a reprimenda do senador-presidente do DEM, José Agripino (RN), ao deputado-dirigente do PT, Rui Falcão (SP), defensor da mordaça:
“A manifestação dele não é democrática. Tem o autoritarismo intrínseco a quem se julga no Olimpo.”

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