A incerteza como prêmio – Walter Gomes

Presidente da CPMI da Petrobras, Vital do Rêgo, filho (*), integra a ala do PMDB mais dedicada aos interesses do…

Presidente da CPMI da Petrobras, Vital do Rêgo, filho (*), integra a ala do PMDB mais dedicada aos interesses do governo. A correspondência do Palácio do Palácio do Planalto não está, porém, à altura da colaboração do senador da Paraíba. Início do ano, foi lançado pela legenda para suceder ao pernambucano Fernando Bezerra Coelho (PSB) no Ministério da Integração Nacional. Quem ganhou o cargo foi o cearense Francisco José Teixeira, indicado pelo governador Cid Gomes (PROS).

Lula da Silva, operador de reparos políticos na base palaciana, mandou o PT apoiar a candidatura de Veneziano, ex-prefeito de Campina Grande e irmão de Vital, a governador. É um gesto solidário, mas não leva a família Rêgo ao Executivo paraibano.

Mesmo apoiado pelo ex-presidente da República, Veneziano tem apenas chance mediana de ser promovido ao segundo turno. O governador (recandidato) Ricardo Coutinho (PSB) será finalista, certamente. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o outro. O tucano, duas vezes titular do Palácio da Redenção, tem problemas a resolver na Justiça Eleitoral. Se o registro dele for concedido, o peemedebista Veneziano está fora.

(*) Ele também presidiu a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou relações do bicheiro Carlos Cachoeira com políticos. Dois deles, os governadores Agnelo Queiroz (PT-DF) e Marconi Perillo (PSDB-GO) saíram ilesos. Demóstenes Torres, goiano então filiado ao DEM e duro oposicionista ao governo Rousseff, foi indiciado e teve o mandato de senador cassado.

Esboço da tática

Registro de conciliábulo político no Rio de Janeiro.

O ex-governador Sérgio Cabral (foto) não deixa as digitais, mas controla as articulações para incluir o PSDB, legenda onde estagiou, na aliança extraoficial com o PMDB, partido que lidera no estado.

Por extensão, esse movimento abre espaço para a dobradinha apelidada ‘Aezão’.

Significa votar em Luiz Fernando Pezão, peemedebista sucessor de Cabral e em campanha para reeleger-se, e no tucano Aécio Neves, candidato à Presidência da República.

Depende das circunstâncias o mandato ao qual Sérgio Cabral irá concorrer. Ganha fácil se pretender a Câmara dos Deputados e não terá de ultrapassar grandes obstáculos se optar pela volta ao Senado.

Tem reserva de voto. Dinheiro não lhe falta e sabe como administrá-lo para diminuir os riscos de insucesso nas urnas.

- Dois candidatos ao Senado avançam nas pesquisas com favoritismo ampliado. Um será mandado a Brasília pelo Amazonas: Omar Aziz (PSD). Por Minas Gerais, o outro: Antonio Anastasia (PSDB). Ambos foram governadores bem avaliados.

- Hoje, o PTB ocupa cadeia de rádio (20h às 20h10) e televisão (20h30 às 20h40).

- Terça-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil lança campanha em defesa do uso ético da internet na campanha eleitoral. A OAB teme guerra cibernética que radicalize o debate político-ideológico.

- Ficou com o ministro Marco Aurélio Mello a relatoria da ação do PT contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

- Eduardo Campos (PSB) recebe sábado o título de cidadão honorário de Juazeiro do Norte (CE). O município é próximo de Araripe, onde nasceu Miguel Arraes, avô materno do aspirante ao Palácio do Planalto.

- Jornalista da área econômica, Sílvio Ribas tem a palavra: “A Petrobras desautoriza a máxima de (Nelson) Rockfeller – petroleiras sempre dão lucro.”

- Com 26 ressalvas e 48 recomendações, o Tribunal de Contas da União aprovou as despesas do governo Rousseff referentes a 2013. Raimundo Carneiro, ministro-relator, fez também um alerta ao Planalto: dados hiperdimensionados no Balanço Patrimonial da União.

- O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) autografa em Brasília, nesta noite, o livro ‘A rua, a nação e o sonho – Uma reflexão para as novas gerações’.

- Interrompido o mais longo ciclo de aumento da Selic (taxa referencial dos juros), iniciado em 2013. Fica em 11% até a eleição. Em novembro ou dezembro, o Copom (Comitê de Política Monetária) pode retomar a escalada.

- Para refletir: “Mais do que a fadiga do corpo e o lapso de memória, o rosto e as mãos avisam que é curto o tempo que nos resta” (Terwal Segom, jornalista brasileiro).

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