A sequência do escândalo

Coisas da República Surrealista dos Trópicos. A cotação das ações da Petrobras, em plena crise da empresa, sobe ao redor…

Coisas da República Surrealista dos Trópicos. A cotação das ações da Petrobras, em plena crise da empresa, sobe ao redor de 50%. Relembre-se que há ex-diretores da companhia presos e políticos temerosos de enquadramento nas investigações da Polícia Federal e do Ministério Público. De quebra, o nervosismo do governo por causa da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito). Só não é maior a preocupação porque o Palácio do Planalto tem um escudeiro – mais interesseiro do que solidário – no Parlamento. Chama-se Renan Calheiros, senador-presidente do Congresso Nacional. Alagoano de Buriti, ele é um dos grão-duques do PMDB.

O cenário foi desenhado, sublinhe-se, às vésperas da abertura da campanha eleitoral para a Presidência da República.

E Dilma Rousseff, à época integrante do Conselho da Petrobras que aprovou a aquisição da refinaria de Pasadena (Estados Unidos), é candidata à reeleição. O chefe do governo brasileiro. Na época da compra inconveniente, era Lula da Silva.

Para jogar mais lenha na fogueira, mais de um mês antes da festa de São João, o representante dos acionistas minoritários no Conselho da Petrobras, Mauro Cunha, alvoroça o ambiente.

Diz ele: “Pasadena é só uma gota no oceano, comparando-se ao que está acontecendo com a administração da companhia.

Voz do Planalto

Henrique Fontana (foto) responde pela liderança do governo na Câmara.

Petista do Rio Grande do Sul, o vice-líder ocupa a vaga do paulista Arlindo Chinaglia, seu colega de bancada, eleito primeiro vice-presidente da Casa.

Há, no entanto, companheiro no Partido dos Trabalhadores disposto a ganhar o cargo.

Um deles é José Guimarães (CE); Marco Maia (RS), outro. O gaúcho é boa aposta.

Maia foi o antecessor imediato de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) na presidência da Câmara.

Quem escolhe é Dilma Rousseff. Ao condomínio dos deputados situacionistas, o ungido transmite as demandas da Presidência da República. Junto aos partidos da oposição, negocia acordos.

Enfim, o acerto

Agora é a vez de os senadores aprovarem a Lei das Biografias.

Os deputados já o fizeram.

Está próximo o fim censura de biografados – ou de seus herdeiros – às histórias de suas vidas, nem sempre de glórias acumuladas.

Em várias desses enredos há fatos que os personagens-protagonistas lutam para escondê-los.

Zelo natural pela preservação da imagem criada pelo marketing da purificação.

- Eduardo Campos, presidenciável do PSB, conquista dois palanques de candidatos a governador. Ambos, tidos como de difícil acesso. Em Alagoas, o do senador Benedito de Lira (PP). Nelson Trad, filho, (PMDB) abriu-lhe espaço em Mato Grosso do Sul.

- Representado pela chefe do governo, o Brasil cumpre a tradição na ONU. Faz o discurso de abertura da Assembleia Geral, dia 23 de setembro.

- A alta dos juros derruba as aplicações na caderneta de poupança. Mês passado, o saldo foi negativo – a mais elevada queda mensal desde fevereiro de 2012

- Surpresa na política de São Paulo. O PROS driblou o PT e acertou parceria com o PMDB. Declarou apoio à candidatura (em ascensão) de Paulo Skaf ao governo do estado. Geraldo Alckmin (PSDB) lidera, mas perdeu, em pesquisa desta semana, quatro pontos percentuais na busca da reeleição.

- Fique permanentemente atento às amizades de seu filho. O companheiro dele na balada pode ser um agente do tráfico de drogas.

- Em Natal, é frágil a situação dos principais (até agora), candidatos à sucessão da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) tem alta rejeição e Robinson Faria (PSD), embora sofra menor resistência, também não agrada.

- Terça-feira, Dilma Rousseff cumpre agenda administrativo-eleitoral no Nordeste. Visita três estados na rota da transposição das águas do rio São Francisco: Pernambuco, Paraíba e Ceará

- Para refletir: “Parar à noite diante da vitrine de uma livraria dá a sensação de que, como a cidade dorme, todos os livros que ali estão são meus” (Terwal Segom, jornalista brasileiro).

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