A volta do monstro – Alex Medeiros

A inflação no Brasil está acordando junto com outro monstro que durante décadas habitou o imaginário de diversas gerações, através…

A inflação no Brasil está acordando junto com outro monstro que durante décadas habitou o imaginário de diversas gerações, através do cinema, da TV e dos quadrinhos. Está chegando hoje às telas o novo filme de “Godzilla”, obra icônica dos mangás.

Ao completar 60 anos da criação do personagem que representa o terror de um mundo ameaçado pela corrida nuclear, os novos produtores trataram de ligar os pontos das décadas, entre as bombas de Hiroshima e Nagasaki e o terremoto em Fukushima.

Quando apareceu em 1954, no filme dirigido por Ishiro Honda, o monstro que saiu das profundezas marinhas como consequência do terror nuclear, foi considerado o início de uma série de perigos para um mundo que insistia nos avanços bélicos contra a paz.

Numa cena, a personagem Doutor Yamane, na pele do ator Takashi Himura, faz a advertência: “se continuarmos com experimentos nucleares, é possível que outro Godzilla possa aparecer em alguma parte do mundo outra vez”. Voltou algumas vezes.

Há pelo menos 30 produções de aventuras com o enorme lagarto, misto de tiranossauro rex, estegossauro, camaleão e iguana, desde os mangás japoneses aos quadrinhos da Marvel, e dos desenhos de Hanna & Barbera nos anos 60 ao longa-metragem de 1998.

Na nova leitura do inglês Gareth Edwards, Godzilla aumentou de tamanho na proporção dos riscos do planeta. Tem 107 metros, deixando no chinelo o gorila King Kong. Aliás, ambos já se enfrentaram num filme de 1962 dirigido pelo próprio Ishiro Honda.

O diretor atual manteve a concepção da existência e essência do gigante, que representa uma força da natureza, e aquilo com que ele tem que lidar representa a violência humana contra o meio ambiente. A missão de Godzilla é só por as coisas em ordem.

Antes da estreia do filme, o governo japonês e seus cientistas nucleares já prenunciavam uma mensagem negativa em relação a Fukushima, que eles tentam ao máximo manter uma discrição científica. São efeitos de lá as criaturas que Godzilla precisa conter.

O sinal da abordagem do filme veio num recente mangá do popular título “Oishinbo” lançado em Tóquio no rastro da super produção anglo-americana. Um jornalista chamado Shiro Yamaoka visita a usina de Fukushima e retorna com o nariz sangrando.

A reação das autoridades foi imediata, acusando os autores da revista, Tetsu Kariya e Akira Hanasaki (versões nipônicas de Stan Lee e Jack Kirby), de prejudicarem a imagem da região. O primeiro respondeu que escreve sobre aquilo que está vendo.

A polêmica foi instalada poucos dias depois do Instituto de Radioatividade Meioambiental de Fukushima ter assegurado que os níveis de radiação são hoje mais elevados ainda do que se pensava. Ou seja, Godzilla está retornando na hora certa.

A nova trama foi ambientada em várias cidades de países distintos e começa na virada do milênio, nas Filipinas. Enquanto um casal de cientistas descobre dois casulos de Mutos (as tais criaturas vilãs), ocorre uma intempérie no Japão que atinge a usina.

Acrescente 15 anos a 1999 e a narrativa central do filme chega em 2014, onde as consequências da abertura do longa se casam com os problemas reais do terremoto e do tsunami que arrasou parte do Japão em fevereiro de 2011. Há também agosto de 1945.

O ator Ken Watanabe (de O Último Samurai, Batman Begins e Cartas de Iwo Jima) é único japonês do elenco e autor do comentário mais político: “O Japão e o resto do mundo estão hoje diante de desafios similares de quando se rodou o primeiro filme”.

Para ele, Godzilla é inseparável da questão nuclear e serve como estupendo alerta para que olhemos o futuro e reflitamos sobre qual mundo queremos ter. E de onde viriam os tenebrosos Mutos? Quem sabe das águas do Xingu ou da floresta morta de Altamira.

Publicidade

Maior crítico dos gastos com publicidade nos governos do RN e de Natal, o deputado Fernando Mineiro (PT) é um “túmbalo” quando o assunto é a gastança milionária do governo Dilma, como nos R$ 42 milhões torrados na nova logomarca dos Correios.

Risco

A nota de Vicente Serejo, sobre suposta desistência de Fátima Bezerra na luta pelo Senado, tem um sentido lógico. Se perder a eleição, Fátima não só fica sem mandato como também perde o controle do PT para Mineiro, que sonha com as duas coisas.

Almoço em Brasília

No mesão repleto de prefeitos que almoçaram com o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), o destaque é a presença do promotor José Augusto Peres no lado direito do presidente da Câmara Federal. Um terreno pouco comum para um membro do MP.

PSDB e PSD

José Serra procurou Aécio Neves para discutir sobre duas estratégias eleitorais. A primeira é a candidatura de Gilberto Kassab (PSD) na vice do governador Geraldo Alckmin em SP. A segunda, Henrique Meirelles (PSD) de vice do próprio Aécio.

Protestos

Não vai ser fácil para o governo do PT conter as manifestações a partir de agora até à Copa. Somente na manhã de hoje, mais de 50 cidades do país já tinham trabalhadores e estudantes nas ruas protestando contra algum problema dos tantos que existem.

Absurdo

Enquanto as pessoas morrem nos hospitais, a bandidagem impõe terror nas cidades e os mensaleiros são tratados como “heróis” pelo PT, o dinheiro público é queimado com mentiras nos filmes da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa e dos Correios.

Assaltos

A passarela que liga o Via Direta e o Natal Shopping virou alvo dos bandidos pés-rapados que elegeram os alunos do CEI Mirassol como vítimas diárias. Querem os celulares, carteiras e relógios dos jovens quando estes vão e voltam do almoço.

Insegurança

Tanto o governo Dilma quanto a FIFA estão disfarçando e evitando o assunto da greve da Polícia Federal durante os jogos da Copa. É de uma sacanagem sem similar o que um governo de esquerda faz com uma categoria essencial para a segurança da sociedade.

Dunga na FIFA

O ex-técnico da canarinho (que ganhou a Copa das Confederações de 2009 e a mídia não tratou como agora) é o único brasileiro no grupo de Estudos Técnicos da FIFA que estuda novas tendências do futebol. Dunga vai comentar a Copa na TV mexicana.

Apelação

O jornalismo gay do UOL frisou a imagem do beijo de rosto entre os jogadores Rakitic e Carriço, do Sevilha, com a clara intenção de sugerir “homossexualismo”. Na cena completa, sem congelamento, vê-se que é apenas um beijo de face, tão comum hoje.

 

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