ABC e América, crueldade – Rubens Lemos Filho

ABC e América estão brincando com suas torcidas. Estão exercendo com crueldade a demagogia futebolística. Não se pode zombar do…

ABC e América estão brincando com suas torcidas. Estão exercendo com crueldade a demagogia futebolística. Não se pode zombar do amor clubístico e os dois rivais da terrinha estão sendo prestigiados pelo público, seja na Arena das Dunas, seja no Frasqueirão.

O torcedor é um ente feito de paixão, sentimento cego de exaltação de comportamento e preferência. Desdenhar de sentimento é esfaquear a alma humana. ABC e América estão tripudiando dos seus seguidores. E isto é crime de lesa-futebol.

Começaram dando a impressão de que brigariam pelo acesso e hoje oscilam entre o bloco intermediário e a proximidade temerária da Zona de Rebaixamento. O ABC está em 11o lugar e o América em 14o, apenas quatro pontos à frente dos famigerados do descenso hipotético.

O ABC machucou a Frasqueira entrando em campo com 11 camisas, 11 jogadores e nenhum futebol. Perdeu para o Vila Nova, lanterninha, dentro de casa. E jogou com três cabeças de área, três marcadores no setor vital do meio-campo, que faz(ou deveria fazer), a bola chegar ao ataque.

Pior para quem saiu de casa e se arriscou na noite do sábado na quarta cidade mais violenta do Brasil. Viu dois bagaços que mancharam a camisa alvinegra festejando a vitória do ex-degolado. O meia Júnior Xuxa e o atacante Jheymi completaram o cenário melancólico.

O América foi ao Recife enfrentar o Náutico e manteve o padrão do jogo contra a Ponte Preta. Time sem personalidade e ímpeto, componentes decisivos para a gloriosa classificação na Copa doBrasil em cima do Fluminense.

Igual ou tão abominável quanto o futebol jogado por ABC e América, é o padrão explicativo dos seus técnicos. Dá vontade de ser fanático religioso, vestir camisa de manga comprida até o punho, calça de tergal, olhar o mais rútilo dos olhares e gritar: “Perdoai, eles não sabem o que dizem”.

 

Lição Global

O empresário Marcone Barreto – com quem conversei uma vez e não mais que 10 minutos – está cumprindo seu planejamento para o Globo de Ceará-Mirim. Trabalho de base resultou na conquista do campeonato sub-19.

Lição e constatação

A conquista do Globo, que recruta seus talentos nos verdes canaviais do Mato Grande , dando espaço a crianças pobres, é uma patada e um atestado de falência do modelo adotado pelos ditos clubes grandes. Nilton Santos ensinou: “Escolinha de futebol hoje é para rico, para quem pode pagar. E desde quando rico joga bola?” O Globo provou que não.

No América

América planeja mudanças radicais e vai terceirizar suas categorias de base. Uma espécie de licitação ética. Só um grupo vai tomar conta. Vai servir para desinfetar os abutres que se dizem empresários e não passam de estelionatários sangrando clubes. Nada tenho contra ninguém, mas gostaria de ver o craque Souza tomando conta das bases do América.

O ídolo

O ídolo ilumina, estimula, torna-se exemplo a ser alcançado. E o empresário parceiro de Souza (que não conheço e nem sei se é gordo, preto, branco ou magro), não tem histórico de safadeza.

No ABC

No ABC, lembro de duas safras que renderam títulos e grana para o clube. A de 1976/77 com Leonel, Gelson, Tinho, Berg, Zezinho Pelé, Beto Bispo e a de 1984, com Alciney, Adalberto, Luís Oliveira (zagueiraço), Tiê, Tião e Coquinha. Coquinha era um meia gordinho das Rocas, de alta criatividade. Preferiu pescar e deixou a redondinha.

Professores

Na primeira, Maranhão, ex-volante e Ferdinando Teixeira lapidaram os garotos. Na segunda, a da década de 1980, foi o professor Armando Viana, figura de boa ideologia que saiu do futebol.

Vice, não

O Vasco decidiu afugentar a fama de vice. Resolveu deixar o Icasa empatar no último minuto, frangaço de granja do goleiro Martin Silva e agora é o terceiro colocado na Série B. Não deixa de ser uma postura elogiável. Essa pecha de vice já estava cansando. Qualquer coisa, é descer mais na tabela de classificação. Time e técnico não faltam para o caso de ser este o objetivo.

Dívidas

O projeto que cria regras para o refinanciamento das dívidas dos clubes de futebol (PL 5201/13) deverá ser votado em outubro, após as eleições gerais. Dias atrás, jogadores de futebol que integram o movimento Bom Senso F.C.(Bom Senso só para milionários) estiveram na Câmara para discutir a proposta com deputados.

 

Responsabilidade Fiscal

Jogadores são contra o texto, por considerar insuficientes a fiscalização prevista e a punição para os clubes inadimplentes. Eles apresentaram sugestões de emendas aos parlamentares.A proposta, anteriormente conhecida como Proforte, é chamada de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte.

Comissão aprovou

O texto foi aprovado em comissão especial em maio e está pronto para análise do Plenário. O relator foi o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), que participou da reunião de deputados com os jogadores.

Professor

Ótimo papo com o professor e ex-candidato a reitor Manoel Lucas Filho, eu e ele testando as coronárias. Boas ideias sobre futebol. O cara conhece um bocado e foi jogador amador.

Deplorável

A Fifa produziu material analisando a Copa do Mundo em vários aspectos, entre os quais o comportamento dos times no torneio. E a entidade definiu como “deplorável” o comportamento da seleção brasileira na goleada sofrida por 7 a 1 contra a Alemanha, pelas semifinais, 8 de julho, no Mineirão.

Sem forças

O Brasil não teve forças para se reerguer na disputa pelo terceiro lugar, contra a Holanda, acrescentou a Fifa.”Uma atuação deplorável contra a Alemanha encerrou a esperança brasileira de conquistar título em seu país, e o anfitrião tampouco conseguiu se reabilitar para a partida valendo o terceiro lugar [perdeu para a Holanda por 3 a 0]“, informou trecho de relatório da Fifa.

Sumiço

“Durante sete minutos, a seleção brasileira sumiu em campo [quando levou quatro gols da Alemanha]“, acrescentou o material.O relatório sobre Copa do Mundo enviado à imprensa tem como intuito convocar profissionais de mídia para conferências relacionadas à Copa do Mundo.

Time ruim

Na análise da Fifa, o time comandado por Felipão não apresentou bom futebol na Copa.”Desde o começo da Copa, o Brasil não convenceu por um todo. Seu ataque não funcionou como se esperava e a defesa apresentou certos problemas de coordenação”.

Compartilhar:
    Publicidade