Acne pode ser combatida com a ingestão de probióticos

Estudos realizados nos Estados Unidos apontam uso dos chamados probióticos como uma importante arma contra o surgimento e os efeitos da acne

Quando ingeridos vivos, os lactobacilos estimulam as citrocinas, que nada mais são do que grupos de moléculas capazes de absorver o açúcar do organismo, diminuindo assim as chances do surgimento da acne. Foto: Shutterstock
Quando ingeridos vivos, os lactobacilos estimulam as citrocinas, que nada mais são do que grupos de moléculas capazes de absorver o açúcar do organismo, diminuindo assim as chances do surgimento da acne. Foto: Shutterstock

Quando o assunto é a beleza da pele, o que não faltam são estudos científicos que buscam maneiras eficazes de tratar a região e melhorar por completo a sua aparência. O mais recente deles, realizado nos Estados Unidos, tem tudo para agradar em cheio o público que sofre com as implacáveis espinhas. Isso porque aponta o uso de probióticos como uma importante arma contra o surgimento e os efeitos da acne.

Os benefícios oferecidos por esses micro-organismos vivos estão relacionados à sua atuação na região gastrointestinal, pois muitos deles agem diretamente em uma das principais causas do problema cutâneo: o aumento dos níveis de glicose no sangue.

“Quando ingeridos vivos, esses lactobacilos estimulam as citrocinas, que nada mais são do que grupos de moléculas capazes de absorver o açúcar do organismo. Por isso, tendem a diminuir consideravelmente as chances do processo inflamatório das glândulas sebáceas ser desencadeado”, explica Carolina Marçon, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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Apesar de ainda estarem em fase de conclusão, as pesquisas podem abrir caminho para uma nova forma de tratamento estético porque, se forem completamente aprovadas, tendem a fazer com que os probióticos sejam encontrados em pó no mercado, para ser misturado na água e ingerido em seguida, ou no formato de cremes, próprios para a aplicação no rosto.

Outra importante vantagem vislumbrada pelos cientistas é que a ingestão dos lactobacilos com essa finalidade não conta, até o momento, com nenhum tipo de contraindicação. “Pode ser que ao longo dos estudos surja alguma restrição, mas acho muito difícil que isso aconteça. O que se sabe, no entanto, é que apenas as pessoas com problemas intestinais precisarão ter uma atenção maior ao consumir os probióticos”, informa a especialista.

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