Acredite se quiser – Alex Medeiros

Nos anos 1980, quando voltaram as eleições diretas no Brasil, muitos foram aqueles que no uso das atribuições de líderes…

Nos anos 1980, quando voltaram as eleições diretas no Brasil, muitos foram aqueles que no uso das atribuições de líderes comunitários ganharam dinheiro extra para um reforma na casa e adquiriram o primeiro automóvel, frutos do apoio eleitoral aos políticos.

De lá para cá, fortunas entram no jogo do apoito político em que se transformou a disputa eleitoral, onde todos atiram na bolsa de valores da campanha seus partidos e o capital de votos de si mesmos. Milhões de reais, também dólares, circulam na disputa.

Já soube de quem recebeu valores suficientes para comprar apartamento na Europa ou EUA e de quem se contentou com um carrinho um ponto zero qualquer. E quem domina uma legenda partidária, então, transforma 15 segundos do TRE em 365 dias gordos.

Nos anos 1990, por exemplo, eu vi um candidato de esquerda sair da mansão de um político de direita, às 8 horas da manhã, carregando um saco de padaria em que no lugar de pão quentinho estava o frio dinheiro para ser esquentado na luta revolucionária.

Mas, nenhuma negociação eleitoral supera dois casos que vou contar nas próximas linhas, ambos envolvendo o deputado federal Henrique Alves (PMDB), que está vivinho da silva para confirmar ou desmentir. Eu garanto a total veracidade dos fatos.

Vamos ao primeiro. Meus 1.155 leitores lembram bem que quando Garibaldi Filho foi governador, implantou uma super secretaria para o primo Henrique armar sua plataforma de candidato a governador. A Segov fazia até chover, se necessário fosse.

Funcionava ali no prédio da Vice-Governadoria, onde hoje por coincidência está seu adversário na eleição de outubro, Robinson Faria (PSD). Filas enormes de prefeitos e lideranças se estendiam no local para fazer reivindicações ao candidato do governador.

Numa certa tarde, o público e a recepcionista tentaram conter o riso ao adentrar no lugar um conhecido dirigente partidário, inclusive já candidato a prefeito de Natal. O rapaz chegou paramentado de calção, camiseta, chuteiras e meiões de jogador de futebol.

Enquanto aguardava a audiência com Henrique, fazia exercícios na sala de espera, diante do olhar incrédulo dos prefeitos e outras lideranças. O cara até ensaiava piques na sala, como um ponta que dispara no ataque pelos flancos do gramado. Uma moganga.

Final do expediente, a assessoria avisa ao deputado federal na função de secretário: “Doutor Henrique, fulano está aí fora vestido com o uniforme do Vasco e fazendo aquecimento para jogar bola”. Era de se imaginar a bola que ele pediria pelo apoio.

Mas, eis que o aprendiz de político não queria nenhum tostão do PMDB para ceder os minutos do seu partido no horário gratuito. Queria apenas que Henrique Alves telefonasse para São Januário, no Rio de Janeiro, e fizesse um pedido a Eurico Miranda.

“Deputado, se o senhor conseguir que eu faça um treinamento no Vasco da Gama, eu logo entro em forma e estarei pronto para jogar pela seleção brasileira na Copa do Mundo”. A proposta deixou Henrique em estado de pré-gargalhada, mas conteve-se.

Tenho certeza absoluta que o agora pré-candidato a governador em 2014 (sem Segov e sem Rosalba) lembrou daquele inusitado pedido quando sentou, semana passada, para atender o chefe de um partido nanico, que lhe oferecera os seus segundos na televisão.

Com a cancha de um rábula de porta de cadeia, o político amador explicou sobre a legenda, seus filiados, e foi logo colocando na mesa de negociação: “Nós lhe apoiamos e o senhor negocia em Brasília para eu assumir a vaga de Joaquim Barbosa”.

Os dois casos são verídicos e dou fé. (AM)

Chuvas e boatos

Não fosse a chamada velha imprensa e parte de Natal teria entrado em pânico com as informações imprecisas de alguns blogueiros e twiteiros. As TVs, portais e rádios deram o tom sereno da cobertura, como no caso do desabamento em Areia Preta/Mãe Luiza.

Repercussão

Os problemas provocados em Natal com o temporal ganharam a mídia nacional e até mundial. Imagens da cratera em Mãe Luiza e das ruas alagadas em vários bairros foram destaque em rede nacional pelas redes de televisão e nos principais sites do país.

Caiu de novo

Mais um instituto de pesquisa registra a onda negativa nos índices de Dilma Rousseff. Pesquisa Sensus, que tradicionalmente trabalha para aliados do PT, mostra que a presidente caiu de novo e agora tem 32% das intenções de votos. Desceu mais 2 pontos.

Mentira

A fala de Dilma Rousseff na cadeia de rádio e TV, na véspera da abertura da Copa, foi uma falácia. Ao dizer que seu governo investiu R$ 1,7 trilhão na Saúde e na Educação, usou a soma dos governos estaduais e municipais e até despesas de pessoal e material.

Cinismo

Ou Lula surtou ou aperfeiçoou o cinismo. Dizer que o PT é alvo do ódio dos brasileiros brancos é mais uma bravata do seu histórico. Esqueceu quem chamou Itamar Franco de “filho da puta” e o senador Sergio Guerra de “babaca”? Ora, vá tomar também, rapá!

Fora

Alijada pelo próprio partido de disputar sua reeleição, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) ainda tem bala suficiente para derrotar alguns. Ninguém pense que Carlos Augusto vai deixar barato, seu perfil é dos mocinhos de western que caem atirando.

Perfil

Aliás, imperdível o perfil de Carlos Augusto traçado pelo repórter Dinarte Assunção no Portal No Ar. “No exercício do poder, o marido da governadora Rosalba Ciarlini tem hábitos britânicos. Chega ao gabinete às 9h30 e atende ate as 19h”, diz o texto.

Perfil II

E complementa Dinarte: “Nesse intervalo de quase 10 horas, não come nada. Recebe o secretariado e políticos – desde que para tratar de assuntos institucionais. A recepção de empresários ele delega à esposa”. Leiam a íntegra em www.portalnoar.com/política.

A velha bota

Quando veio ao Brasil para a Copa das Confederações, a Itália tentava alterar a imagem de uma reles sombra do grande time vitorioso das copas. Voltou agora e estréia jogando um futebol competitivo e de acordo com sua história. E com Pirlo em estado de graça.

Argentina

Doeu visivelmente nos pachecos. Os hermanos invadem o Rio, superando os corintianos em 1976, pintam o Maracanã de azul celeste, cravam a marca de gol mais rápido das copas e Lionel Messi ainda faz um gol magistral ao estilo do deus do estádio, Zico.

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