Acusado de manter site de ‘vingança pornô’ vai a julgamento

Homem deverá responder a 31 acusações criminais, em julgamento que começa no dia 16 de julho

O site do acusado, Kevin Bollaert postou, entre dezembro de 2012 e setembro de 2013, 10.170 fotos de nudez explícita. Foto: Divulgação
O site do acusado, Kevin Bollaert postou, entre dezembro de 2012 e setembro de 2013, 10.170 fotos de nudez explícita. Foto: Divulgação

Um homem acusado de divulgar milhares de fotos íntimas de mulheres em um site de “revenge porn” (do inglês, vingança pornô) e extorquir dinheiro das vítimas – para retirar as imagens do site – deverá responder a 31 acusações criminais, em julgamento que começa no dia 16 de julho na cidade de San Diego, Califórnia. Segundo O Globo, o porta-voz da procuradoria-geral da Califórnia, Kamala Harris, afirma que este julgamento será o primeiro do gênero na história.

Após uma audiência preliminar de cinco dias, o juiz David Gill afirmou que havia provas suficientes para levar Kevin Christopher Bollaert a julgamento por conspiração, roubo de identidade e extorsão envolvendo 14 vítimas. Bollaert é acusado de administrar os sites “UGotPosted” (do inglês, você foi publicada) e “changemyreputation.com” (do inglês, mude minha reputação), que oferecia a opção de remoção de fotos por US$ 300 (R$ 670) para cada imagem. Já o UGotPosted permitia aos usuários a publicação de fotos íntimas de mulheres sem o consentimento (autorização) delas, na técnica conhecida como vingança pornô – pois em sua maioria são imagens de mulheres nuas cedidas por seus ex-parceiros.

O site incluía não apenas as fotos, mas os nomes e localização das vítimas, além de links para seus perfis no Facebook e até telefones. De acordo com a lei californiana é proibido obter identificação pessoal de alguém para finalidades ilegais. O site de Bollaert postou, entre dezembro de 2012 e setembro de 2013, 10.170 fotos de nudez explícita. Na audiência preliminar o proprietário do site declarou-se inocente e afirmou que apenas publicava as fotos enviadas pelos ex-namorados das vítimas.

Fonte: Terra

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