Adjunto é exonerado três dias depois ser nomeado por Carlos Eduardo Alves
O prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) decidiu pela suspensão das nomeações para a Secretaria Municipal de Turismo, apenas três dias depois de publicar no Diário Oficial do Município a equipe que seria responsável pelo órgão. O ato que tornou sem efeito a nomeação foi publicado na última terça-feira.
Ao divulgar a nova equipe, o gestor optou por deixar de fora o jornalista Antonio Roberto, que ocupou o cargo de secretário adjunto do Turismo por apenas três dias, ou um final de semana. Em seu lugar, já está nomeado o empresário Murillo Felinto, que vai trabalhar ao lado do secretário municipal de Turismo, Fernando Bezerril.
A notícia sobre a troca de adjuntos está mexendo com o trade turístico potiguar. Antonio Roberto, insatisfeito por deixar o cargo sem praticamente tê-lo ocupado, rejeitou o convite para assumir uma diretoria na pasta, espécie de prêmio de consolação sugerido por Bezerril.
Nos bastidores, as especulações giram em torno da pressão feita pelas próprias lideranças do setor a favor de Murillo. Também surgiu a informação de que o empresário teria sido convidado para a vaga anteriormente pelo prefeito Carlos Eduardo, mas havia rejeita no princípio. Além disso, também se comenta alguma influência política na escolha. Mas, certo mesmo, é que Carlos Eduardo optou por Felinto após uma visita do empresário ao prefeito, na tarde da última segunda-feira (07).
Em entrevista a O Jornal de Hoje, o próprio jornalista confirmou que Murillo se reuniu com o prefeito antes da mudança no Diário Oficial. “A decepção com política nós temos todos os dias, mas com amigos não se espera. A guerra por cargos existe e todos sabem disso, mas depois das nomeações não dá para acreditar”, disse.
Antonio Roberto relatou que foi informado sobre a exoneração por Bezerril, que no início simplificou o fato. Para o secretário, estava acontecendo algum “pressão por cargos na pasta, mas todos seriam republicados”. Pouco tempo depois, o próprio titular da pasta informou sobre a substituição favorável a Murillo.
“Eu estou surpreso com tudo isso e até passei a não querer mais essa história, vendo hoje eu acho que não ia me adaptar ao cargo, mas acabei tendo uma grande decepção”, completou.
No seu blog E-Turismo, o jornalista também abordou a questão. “Saio, de onde nunca entrei, com a cabeça erguida e a certeza de que, na vida, as surpresas se sucedem”, disse. Sem esconder a surpresa com que recebeu a exoneração relâmpago, Antonio Roberto relembrou a cronologia dos acontecimentos. “Convite aceito no dia 3 de janeiro. Nomeação publicada no dia 5 de janeiro em Diário Oficial. Nova portaria tornando nula a minha nomeação, assim como a de outros cargos, no dia 8 de janeiro. E a constatação, hoje, 9 de janeiro: a arte da política não combina com a arte da minha ética e da minha dignidade”.
O jornalista revelou ainda que na sua “fulminante atuação como secretário adjunto de Turismo”, só teve tempo de participar de uma reunião com dirigentes de entidades de classe do Turismo, quando se discutiu a execução de um projeto de marketing.
Sobre a rejeição por uma diretoria do órgão, Antonio Roberto disse que não era uma “mercadoria” e que seus 25 anos de incentivo ao Turismo de Natal “não é escambo”.
“Estranho, porém (e muito!), a maneira como os fatos se sucederam. Jamais presenciei, vivi ou soube de algo parecido. Fernando Bezerril era um amigo-irmão. O principal motivo de eu ter aceito tal cargo foi voltar a trabalhar com ele, que reúne entusiasmo e honestidade. O secretário adjunto de Turismo de Natal, Murillo Felinto, também fazia parte do meu círculo de amigos. Ligou inclusive para mim no sábado passado para me parabenizar, ocasião em que ressaltou que ‘eu daria show no cargo’. Foi quase um show mesmo, Murilo. Mas convenhamos: ficou mais para comédia”, finalizou.
Notícias Relacionadas

