Administração do Cajueiro de Pirangi passará para o Governo do Estado

Nova administração será feita pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e do Meio Ambiente (Idema)

Balanço do trabalho realizado nos últimos cinco anos e novidades foram apresentados durante café  da manhã realizado  na manhã de hoje. Foto: Heracles Dantas
Balanço do trabalho realizado nos últimos cinco anos e novidades foram apresentados durante café
da manhã realizado
na manhã de hoje. Foto: Heracles Dantas

Fernanda Souza
fernandasouzajh@gmail.com

A comemoração do dia do Maior Cajueiro do Mundo, neste 20 de dezembro, foi marcada por mudanças na administração, manutenção e preservação do maior ser vivo frutífero do planeta e um dos mais importantes símbolos do turismo do Rio Grande do Norte. O Dia do Maior Cajueiro do Mundo surgiu a partir da lei municipal de nº 1.469, de 19 de Novembro de 2009, instituída pela Prefeitura de Parnamirim.

Na manhã desta sexta-feira (20), a presidência da Associação dos Moradores de Pirangi do Norte (Amopin) promoveu um café da manhã para apresentar um balanço do trabalho realizado ao longo dos cinco anos à frente da Associação e anunciar novidades. A cerimônia contou com a presença de autoridades políticas, lojistas, turista e convidados.

Segundo o presidente Francisco Cardoso, um dos principais trabalhos desenvolvidos pela sua gestão foi a apresentação do Cajueiro em todo o país, através de feiras e eventos turísticos, a ampliação da passarela ecológica, o portal de entrada e a construção do caramanchão. “Com o caramanchão conseguimos resolver 90% dos problemas de trânsito. A nossa maior dificuldade é quanto à questão do crescimento do Cajueiro e um dos entendimentos do Ministério Público é que haja uma futura desapropriação no entorno. A Amopin também defende esta ideia”, disse.

Outra ação implantada é a abertura do Cajueiro à visitação de estudantes escolas públicas estaduais e municipais, sem custo. “Queremos passar a história do Cajueiro para os alunos, que são multiplicadores. É uma verdadeira aula a céu aberto. Há cinco anos a presença de estudantes era de 5% do total de visitantes, hoje já são 40%”.

A Amopin também iniciou um trabalho de qualificação de funcionários visando a Copa do Mundo 2014, que terá Natal como uma das sedes. De acordo com Francisco Cardoso, estão sendo viabilizadas obras para adequação à acessibilidade, banheiros e cursos de línguas. A segurança do equipamento turístico, que já tem um reforço de 20 câmeras, será aperfeiçoada.

Quanto à nova administração, que será feita pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e do Meio Ambiente (Idema), Cardoso disse acreditar no êxito da parceria. “É importante a participação de algum órgão do Estado e sendo o Idema só veio agregar, principalmente no tocante à parte ambiental com a construção do Plano de Manejo. Será uma soma, um fortalecimento para a manutenção e preservação. Ainda teremos reuniões para definir como será a nossa atuação”, disse.

Jamir Fernandes, diretor geral do Idema, que já administra 10 unidades de conservação ambiental no Estado, explicou o porquê do órgão ser o novo gestor do Cajueiro. “Há três meses fomos procurados pelo presidente da Datanorte, que estava com uma grande preocupação. Os ativos e passivos das empresas extintas do Governo passaram a ser administrados pela Datanorte, e o Cajueiro está neste rol. Como a Datanorte responde por vários processos judiciais, não poderia sofrer o risco de perder o Cajueiro e por isso decidimos assumir esta administração. Fizemos um ofício para o Procurador Geral do Estado, que culminou na audiência da última quarta-feira, quando a Justiça determinou que vamos administrar a partir de fevereiro”.
Jamir destacou que a nova administração será unida à Amopin. “Sempre tivemos presentes em momentos importantes e difíceis, com a construção do caramanchão e o ataque de fungos, por exemplo. O Idema recebe recursos através da compensação ambiental e vamos aplicar no Cajueiro”.

O secretario de Estado do Turismo, Renato Fernandes, participou do café da manhã comemorativo representando a Governadora Rosalba Ciarlini. Ele explicou que foi pego de surpresa com a mudança na administração do Cajueiro. “O Idema tem uma expertise na administração de unidades de conservação ambiental. O que é preciso saber é quais serão os critérios adotados na parceria, como será feita e o que compete para cada um. O Governo do Estado tem obrigação de atender na segurança, na infraestrutura, na saúde pública, mas não em administrar equipamentos, o que é da iniciativa privada, de terceirizados, que tem mais expertise. Mas acredito na parceria porque Idema e Amopin sempre tiveram uma relação próxima”.

Flávia da Silva Freire, que há 15 anos possui um box de venda de rendas, está apreensiva com as mudanças apresentadas. “Fico preocupada porque quem administra hoje, administra bem. Também estou com medo porque vindo do lado do governo, tudo pode ser mais lento e aqui a administração flui bem”.

A turista de Londrina Odília Alves, que visitava o Cajueiro pela primeira vez na manhã de hoje, ficou satisfeita com o que encontrou. “É a primeira vez que visito o Rio Grande do Norte e não poderia deixar de vir. Achava que ele era maior na altura e não na extensão, mas achei uma maravilha, surpreendente”.

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