Aécio Neves vai começar campanha com viagens pelo Nordeste

Candidato do PSDB à Presidência vai visitar até três estados por dia e levar um novo plano de desenvolvimento para a região

Aécio Neves reunido em Brasília com o seu vice, Aloysio Nunes e Paulo Pereira da Silva, presidente do Solidariedade: foco Nordeste e campanha ‘quase exclusiva’ para São Paulo. Foto: Divulgação
Aécio Neves reunido em Brasília com o seu vice, Aloysio Nunes e Paulo Pereira da Silva, presidente do Solidariedade: foco Nordeste e campanha ‘quase exclusiva’ para São Paulo. Foto: Divulgação

Fechadas as convenções, a chapa nacional e as coligações estaduais, o candidato do PSDB a presidência, senador Aécio Neves (MG), não quer perder tempo e já tem estruturados os primeiros passos da campanha de rua: vai começar simbolicamente pelo Nordeste. Ele vai liderar uma caravana pelas cidades polos, visitando até três estados por dia, para apresentar um plano de infraestrutura e, segundo a campanha, a retomada do desenvolvimento para a região. Na quinta-feira, Aécio fará a primeira reunião do comando da campanha para definir a parte de comunicação e diretrizes do programa, que deve ser entregue junto com o registro da chapa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até sábado.

A atenção especial ao Nordeste, onde Aécio é pouco conhecido, é um contraponto ao perfil paulista da chapa, que tem como vice o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). A proposta da campanha tucana é ter uma coordenação logística em cada estado, para levantar os gargalos da infraestrutura. No plano de governo do tucano consta o término de obras inacabadas, como a transposição do Rio São Francisco e da Ferrovia Transnordestina. O candidato pretende levar a experiência de irrigação de uma grande área do nordeste mineiro, o Projeto Jaíba, considerado de sucesso pela gestão tucana, para o Nordeste.

Programas sociais serão mantidos

A chapa de Aécio Neves na região têm o intuito de diminuir o temor de que a possível eleição do tucano acabe com projetos sociais, como o Bolsa Família. Em reunião com aliados, realizada nesta terça-feira em Brasília, Aécio alinhou sua estratégia com colegas do partido:

“Vamos ter um capítulo muito claro para o Nordeste. A gente vai mostrar que dá para fazer, como começa e como termina uma obra para realmente atender a população. Se a gente ganhar, quando passarem dois anos, a população vai ver como esse governo é ruim, como é medíocre”, disse o presidenciável.

Com a definição da candidatura do ex-ministro José Serra ao Senado, Aécio fechou a articulação política e já definiu o mote para a campanha paulista: “Aécio, Geraldo, Aloysio e Serra: para o bem de São Paulo e do Brasil”. Caso Serra seja eleito, a intenção é levá-lo para algum ministério e deixar o deputado José Aníbal, suplente no cargo, como senador. Ainda em São Paulo, a estratégia de campanha será demonstrar que o governo Alckmin, “ético, eficiente e de melhores indicadores sociais”, será fortalecido com a parceria do governo federal. O comando tucano avalia que a disputa em São Paulo será polarizada com o PMDB de Paulo Skaf.

“São Paulo merece uma campanha quase exclusiva, com uma estrutura de comunicação específica e coordenadores regionais integrando, por baixo, 400 prefeitos, inclusive do PMDB e outros partidos. Agora, o Geraldo (Alckmin) vai ter o que lhe faltou até agora. Quem vai ficar contra um casamento que reúne Aécio na presidência, Serra no Senado, Aloysio na vice-presidência e Geraldo no governo de São Paulo?”, disse o presidenciável em conversa com integrantes do comando da campanha.

Foco nos “problemas na economia”

Nas diretrizes programáticas que serão apresentadas, a situação econômica terá destaque. Os economistas que integram a equipe do programa de governo têm dito a Aécio que o quadro “vem se agravando muito nos últimos meses” e o comportamento de “leniência” do governo pode levar a um “quadro preocupante” para quem quer que ocupe o Planalto a partir de janeiro.

“A impressão que dá é que entregaram os pontos, não estão tomando as medidas que precisam ser tomadas, não se preocupam com as consequências para daqui a pouco. Se ficarem mais quatro anos, o que ainda não está em risco, pode vir a estar, risco democrático mesmo”, avaliou Aécio.

O candidato tucano informou que vai investir na comunicação, principalmente rebatendo ‘ataques’ pela área jurídica. Aécio afirma que, pessoalmente, não vai “guerrear” nas redes, mas se defender das “picaretagens”.

“O PT já me deu o tom da minha campanha. Eles vão ficar com as ameaças, a tática do medo e da mentira. Meu mote será a esperança, o futuro, propostas, vou falar para a frente. Não quero ganhar a presidência do Brasil para brigar e dividir”, concluiu o candidato.

Fonte: O Globo

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