AFASTAMENTO

A decisão da Justiça Eleitoral de afastar a governadora Rosalba Ciarlini, transformou-se no fato da mais alta gravidade. Para quem…

A decisão da Justiça Eleitoral de afastar a governadora Rosalba Ciarlini, transformou-se no fato da mais alta gravidade. Para quem sempre desdenhou das decisões judiciais, foi uma resposta forte incontestável, inclusive pelo placar imposto pelos juízes: unanimidade na cassação e 5 a 1 pelo afastamento.

FUTURO
A possibilidade de Rosalba conseguir uma liminar no TSE é real. Mas aliados da governadora já tratam como um fato consumado, como se a obtenção da liminar fosse semelhante a aquisição de um produto, previamente acertado seu preço e seu resultado.

DESPREZO
Foi justamente o desprezo pelas decisões judiciais que provocou a cassação da governadora. Seus advogados chegaram a gozar do que a juíza Ana Clarisse afirmou a respeito da perda do prazo e também contestaram o procurador Paulo Sérgio Rocha a respeito do mesmo tema. Ambos estavam certos e os advogados totalmente equivocados. Falaram demais e fizeram de menos. Os fatos se superpuseram ao verbo fácil.

PRAZO
Muita gente, até profissionais do Direito, fala a respeito da condenação e do afastamento da governadora como se o Tribunal Eleitoral tivesse julgado o conteúdo da sentença de Mossoró ou mérito da ação. O TRE julgou a perda do prazo pela defesa, o que provocou o trânsito em julgado da sentença de primeira instância.

PERFEITO
A frase do juiz Artur Cortez Bonifácio a respeito do afastamento da governadora Rosalba Ciarlini, é perfeita: “Se alguém não pode ser candidato no futuro, não pode ter mandato no presente”. É a materialização da Ficha Limpa.

ACERTO
O advogado e professor Erick Pereira já havia se manifestado anteriormente a respeito dessa possibilidade de afastamento de gestor a partir de condenação de colegiado em que a Ficha Limpa é invocada.

CARREATA
Logo após ser anunciado o afastamento da governadora Rosalba Ciarlini do cargo, pelo TRE, algumas pessoas soltaram fogos em frente à casa da Rosa e fizeram uma espécie de carreata comemorando o fato.

OFÍCIO
Para que a Assembleia tome a decisão de dar posse ao vice-governador, precisa receber um ofício do TRE comunicando a decisão de ontem. Sherloquinho diz que o presidente do TRE, Amílcar Maia, não tem muita pressa em mandar o ofício. Será?

FÚNEBRE
A nota oficial assinada pelo senador José Agripino sintetiza bem o nível de relação entre os aliados; a nota foi econômica nas palavras e mais ainda nos adjetivos. O pai de Felipe disse que decisões judiciais não são ‘infalíveis’ e que o DEM “não faltará a governadora Rosalba Ciarlini em cuja probidade sempre confiou”.

SURPRESA
A questão do afastamento da governadora Rosalba Ciarlini pegou a classe política de surpresa, pelo fato de que quase todos os seus adversários queriam que a Rosa ficasse inelegível, mas não esperavam pelo afastamento, pois a saída dela e a posse de Robinson Faria, muda o quadro político eleitoral completamente.

DIFERENÇA
Todo mundo sabe que o senador José Agripino desmoralizou publicamente a governadora Rosalba Ciarlini ao declarar que seu interesse é pela coligação proporcional com o PMDB, que havia rompido recentemente e que a eleição majoritária seria decidida em outro momento. Agora, muda o discurso, pois sabe que o novo quadro poderá não atender aos seus projetos.

MEDIDA
O deputado federal Henrique Alves é outro que gostaria de ver a governadora Rosalba Ciarlini inelegível, mas no cargo. Em sua nota, o filho de Aluízio externa sua insatisfação: “Nesse momento difícil que o estado enfrenta, considero que o resultado final da medida não foi bom para o Rio Grande do Norte sobretudo nesta hora de crise”.

CRISE
A nota de Henrique é clara no que diz respeito ao seu sentimento. Ora, se o Estado está em crise e ele rompeu por não mais acreditar que a atual governadora seria capaz de solucionar a crise, nada mais apropriado do que um novo gestor para tentar amenizar a situação. Seria lógico; mas Henrique não pensa e nunca pensou no Estado, mas em seu projeto pessoal de poder e o novo quadro poderá comprometer esse projeto; por isso, a insatisfação. Assim como Agripino, Henrique queria Rosalba inelegível, mas no cargo; uma espécie de cobra sem veneno.

PROTAGONISTA
Ainda é de instabilidade essa situação de ter ou não um novo governador. Porém, raciocinando a partir da insatisfação de Henrique, percebe-se que a mudança de cenário, em que o vice-governador passa da condição de candidato sem apoios políticos, praticamente alijado das articulações, ao posto de protagonista do processo, não agrada ao presidente do PMDB, que tinha planos de ser, ele, o protagonista a contar com o respaldo de todos para ser o candidato a governador.

INSATISFEITA
Wilma de Faria é outra que não deve ter ficado satisfeita com o desfecho dado pela Justiça Eleitoral a sua maior adversária. A mãe de Lauro sabe que Robinson como vice, estava quase na dependência dela para definir seu projeto; como governador, a situação se inverte.

NOVO CENÁRIO
Portanto, Henrique, Wilma, Agripino e os demais líderes que hoje estão na oposição, sabem que o jogo da sucessão será zerado com a posse de Robinson como governador. É um fato. Futuros beneficiados e prejudicados ainda estão analisados a partir do novo cenário.

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