A agiotagem da União

Um petista reclama da aritmética do governo central. Senador e candidato, em 2014, ao Executivo de Mato Grosso do Sul,…

Um petista reclama da aritmética do governo central. Senador e candidato, em 2014, ao Executivo de Mato Grosso do Sul, Delcídio Amaral, máquina de calcular na mão, faz um cálculo.

Em 1998, o seu estado devia à União R$ 2 bilhões. Pagou juros e correção monetária, mas, neste 2013, a dívida excedeu a triplicação. Hoje, o Tesouro Nacional cobra R$ 7 bilhões.
- Isso não tem lógica, porque quanto mais se paga mais se deve – esbraveja Amaral.

Pós-escrito: O governador André Puccinelli (PMDB-MS) promete recorrer ao Supremo Tribunal Federal, se o Ministério da Fazenda não renegociar “sem agiotagem” a dívida. Cinco colegas de Puccinelli caminham na mesma direção. Um é do PT: Tarso Genro (RS). Outro, do PMDB: Silval Barbosa (MT). Três são do PSDB: Antonio Anastasia (MG), Geraldo Alckmin (SP) e Teotônio Vilela (AL).

A opção natural
Enfim, reina (aparentemente) a paz no tucanato.
José Serra (foto) substituiu o projeto de conquistar o Palácio do Planalto – seria a terceira tentativa – pela tranquilidade da volta à Câmara dos Deputados.

A candidatura dele pode ser referendada por mais de meio milhão de votos, no pleito do próximo ano.

Serra foi prefeito de São Paulo, governador do estado, senador e duas vezes ministro (Planejamento e Saúde) sob a presidência Fernando Henrique Cardoso.

Passo à frente

A propósito da sucessão no Rio Grande do Norte.
Wilma de Faria é de luta, sabe-se no estado e além-fronteiras. A sua história confirma o seu destemor.

Ela, porém, não desafia a realidade.
Foi governadora dos potiguares, prefeita da capital, deputada constituinte e, no próximo ano, tem grande chance de ganhar, sem problemas, mandato de oito anos no Senado.

Com o apoio do PMDB, facilitaria a conquista. A recíproca é ajudar o peemedebismo a ter de volta o poder estadual.

Falta o respeito
Uma aliança a trancos e barrancos.
Assim foi no início e da mesma forma prossegue o acordo político-parlamentar-eleitoral PT-PMDB.

No petismo, exceções à parte, é baixa a cotação de Michel Temer, cacique do peemedebismo licenciado da direção nacional e vice de Dilma Rousseff.
Ele, sem voto, é um profissional da intriga, diz Markus Sokol, líder de O Trabalho, uma das facções do PT.

Há mais “elogios”.
Recentemente, Rui Falcão, deputado estadual em São Paulo e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, qualificou de mentiroso o senador Valdir Raupp (RO), reserva de Temer no comando do peemedebê.

 

- Tão logo seja determinada sua prisão, o deputado Valdemar da Costa, neto, (PR-SP) renuncia ao mandato.
- Amanhã é dia de proselitismo político em rede nacional de rádio (20h às 20h10) e televisão (20h30 às 20h40). O PCdoB protagoniza o programa.
- Chega a R$ 82 bilhões o valor das emendas parlamentares ao Orçamento da União para o próximo ano.
- Em março de 2014, chega ao leitor “Almanaque 1964″. Assinado pela jornalista Ana Maria Bahiana, o livro retrata o ambiente político-cultural do ano da deposição do presidente João Goulart e do início da longa ditadura militar.
- Guido Mantega abandona – temporariamente, talvez – o otimismo delirante e reconhece a situação econômica do Brasil. Palavras do ministro da Fazenda: “Somos o país que menos cresceu entre todos os outros em desenvolvimento.” Refere-se ao trimestre julho-setembro.
- José Dirceu escorregou na casca da banana, quando imaginou dar a volta por cima ao conseguir emprego na iniciativa privada. O Saint Peter Hotel é uma espécie de lavanderia administrada por gente de currículo negativo.
- Para refletir: “Ser educado não é só usar bem os talheres; o plural nas frases, também” (Luiz Carlos Góes, jornalista e roteirista de televisão brasileiro).

 

Compartilhar: