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Agricultores atingidos pela seca podem prorrogar dívida em até cinco anos

Data: 19 janeiro 2013 - Hora: 18:06 - Por: Marcos Aurelio de Sá

- Produtores rurais que tiveram prejuízos em decorrência da seca podem renegociar suas dívidas junto ao Banco do Nordeste.
- Por meio das Resoluções CMN nº 4.082 e 4.083, os agricultores que custearam a safra 2011/2012 poderão prorrogar suas dívidas em até cinco parcelas anuais, sem encargos de inadimplência, vencendo-se a primeira um ano após a formalização. Para esses produtores, o prazo para formalizar a renegociação vai até 31 de março.
- A medida beneficia produtores de todos os portes. A expectativa é que sejam contemplados mais de 650 mil clientes em toda a área de atuação do Banco – região Nordeste e norte de Minas Gerais e Espírito Santo -, sendo 49 mil somente no Rio Grande do Norte.
- Para regularizar sua situação, o produtor rural precisa comprovar perdas superiores a 30% da renda oriunda da exploração de seu empreendimento, mediante laudo emitido por funcionário do Banco, prestadores de assessoria empresarial ou técnicos conveniados.
- Financiamentos referentes a safras anteriores a de 2011/2012, por sua vez, terão o reembolso prorrogado em um ano após a data da última parcela.
- No caso dos investimentos com recursos do BNDES/Finame, as parcelas em atraso serão incorporadas ao saldo devedor e redistribuídas nas parcelas a vencer. Neste caso, o cliente também pode optar pela prorrogação em até um ano da dívida, considerando a data da última parcela a vencer. A formalização para as safras anteriores a 2011/12 deve ser feita até o dia 28 de fevereiro.
- Para enquadramento, as operações deveriam estar adimplentes na data de 31/12/11 e o produtor ter seu empreendimento localizado em municípios da área de atuação da SUDENE – região Nordeste e Norte dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, com situação de emergência ou estado de calamidade pública decretado após 1º de dezembro de 2011, reconhecido pelo Governo Federal.
Presidente da Codern em ação para garantir o
bom funcionamento do Terminal de Passageiros
- O presidente da Companhia Docas do RN, Pedro Terceiro de Melo, durante reunião com representantes da Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa, Ministério da Agricultura e Capitania dos Portos, esta semana, apresentou o projeto do Terminal Marítimo de Passageiros e as ações que serão necessárias por parte de cada órgão para garantir o bom funcionamento do novo terminal do Porto de Natal.
- Após a apresentação do projeto e exibição da maquete eletrônica do Terminal de Passageiros, os representantes dos órgãos foram ao local da construção e se mostraram satisfeitos com o andamento da obra – que está dentro dos prazos preestabelecidos no cronograma.
- “O objetivo da reunião foi planejarmos a implantação do Terminal Marítimo de Passageiros, haja vista que todas essas entidades que estiveram reunidas são necessárias para o funcionamento do terminal”, declarou Pedro Terceiro.
- O presidente da Codern também se reuniu com o prefeito Carlos Eduardo Alves, para tratar assuntos relacionados aos acessos ao Terminal Marítimo, à realocação da comunidade do Maruin e os tradicionais clubes de remo do bairro da Ribeira.
- Segundo Pedro Terceiro, Carlos Eduardo se mostrou pronto a agir de forma efetiva para que os problemas venham a ser resolvidos.
- “Percebemos a receptividade do prefeito no sentido de que possa solucionar questões que estão vinculadas ao acesso do terminal, ao Porto de Natal no geral. Ele deu a garantia que tem boa vontade de resolver e já marcou uma reunião para tratarmos com os secretários. Isso já é uma grande garantia”, afirmou Terceiro.
- A próxima reunião está agendada para quarta-feira, na Codern, e será entre a diretoria da companhia e os secretários municipais de Obras Públicas e Infraestrutura, Meio Ambiente, Serviços Urbanos, Habitação e Turismo.

Consumidor mais velho contrata seguro e o mais novo serviços de telefonia

- Estudo inédito da Serasa Experian aponta as diferenças de consumo de crédito e serviços entre as gerações no Brasil.
- Enquanto os consumidores mais velhos optam pela contratação de seguros, principalmente de carros, os mais novos, com afinidade maior com a tecnologia, buscam adquirir serviços de telefonia.
- O levantamento considerou cerca de um milhão de consultas realizadas pelas empresas de todo o país na Serasa Experian no primeiro semestre de 2012.
- Os consumidores foram divididos em quatro grupos no estudo: os Veteranos, nascidos até 1945; os Baby Boomers, de 1946 a 1965; a geração X, de 1966 a 1977, e a geração Y, a partir de 1978.
- No total de demanda de crédito e contratação de serviços, a geração Y corresponde a 38,7%; a X a 28,6%; os Baby Boomers a 27,5% e Veteranos a 5,2%.
- Na análise por segmento (bancos e financeiras, varejo e serviços, telefonia, seguradoras, serviços básicos), a demanda por crédito em instituições financeiras está em primeiro lugar em todas as gerações.
- Na comparação entre as gerações Veteranos e Baby Boomers, a diferença de hábitos de consumo é bem distinta.
- Para os Veteranos, as seguradoras ocupam o segundo lugar, com 21,2% de suas contratações de serviços, sendo 95% para automóveis. Esta geração valoriza a segurança e a proteção do patrimônio. Os Veteranos nasceram em uma época de conflitos mundiais e de instabilidade política no Brasil. Cresceram em um período em que o crédito era reduzido e se restringia a poucos financiamentos de imóveis. Eles também são os que consomem mais serviços básicos (8,4%), considerando que passam muito tempo em casa.
- Já para os Baby Boomers, a telefonia está em segundo lugar, mas é seu principal serviço contratado, diante da dependência pela telefonia móvel e acesso à internet. Esta geração é de um período de redefinição dos valores tradicionais, composta por indivíduos que passaram por um reposicionamento político mundial (a Guerra Fria) e, no Brasil, experimentaram escassa oferta de crédito em sua chegada à vida adulta. Hoje, apreciam o estilo de vida, fazem planejamento de longo prazo, e entre suas preocupações de consumo estão formar ativos para aposentadoria, tais como imóveis e carros, além de ter um bom plano de saúde. Como muitos desta geração ainda trabalham, as demandas dos Baby Boomers junto ao varejo e serviços representam 20,5% do total e estão mais próximas das verificadas nas gerações X (21,1%) e Y (21,7%) do que nos Veteranos (19,5%).
- A geração X, que viveu crises econômicas e hiperinflação nos anos 80 e experimentou, já adulta, a introdução de tecnologias no seu dia a dia, apresenta seu segundo maior volumes de busca por crédito em varejo e serviços (21,1%). Em terceiro lugar estão os serviços de telefonia (18,5%), por conta da TV por assinatura, planos de telefonia móvel e de internet. É um grupo que conta com uma amplitude maior de consumo (hipoteca da casa, carro, férias, por exemplo), e geralmente não paga seus gastos à vista. Por esse motivo, também busca crédito em bancos e financeiras (32,2%).
- No caso da geração Y, a telefonia é o destaque de consumo, com 22% de suas demandas por crédito e serviços no período analisado pela Serasa Experian. Nada mais lógico para a primeira geração que cresceu com computador em casa e ao lado das novas tecnologias, como os smartphones, e que vive na era das redes sociais. São jovens brasileiros que chegaram à idade de consumo com a economia estabilizada e com o crédito em expansão. Eles buscam facilidade de pagamento, não são apegados a marcas e muitas vezes guiam suas escolhas de consumo pelas mídias sociais.

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