Agripino pede a Henrique voto em Aécio e ouve: “Apoio Dilma”

Agripino aproveitou a reunião fechada do DEM em Pau dos Ferros para pedir o voto de Henrique para o tucano

Foto: Divulgação
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Senador e presidente nacional do DEM, José Agripino prometeu “subir em coqueiro” para pedir votos para Henrique Alves, do PMDB. Contudo, não é só para o peemedebista que o parlamentar parece estar trabalhando. Coordenador no Nordeste da campanha de Aécio Neves, do PSDB, à Presidência da República, Agripino aproveitou a reunião fechada do DEM em Pau dos Ferros para pedir o voto de Henrique para o tucano, mesmo o candidato a governador sendo do partido que tem o candidato a vice na chapa encabeçada por Dilma Rousseff, do PT.

“Henrique peça a Deus de joelhos que Aécio Neves seja eleito presidente da República. Fique certo que eu serei forte, serei ouvido e terei influência decisiva no governo dele. Eu irei ajudá-lo muito, Henrique, no governo federal”, afirmou José Agripino, conforme revelou outro democrata, o ex-deputado Ney Lopes. “Henrique ficou, segundo os presentes, visivelmente constrangido”, acrescentou Ney. Não é por acaso. Henrique Alves divulgou, recentemente, ser o candidato da presidente Dilma Rousseff ao Governo do RN e foi um dos defensores da manutenção da aliança entre a petista e o PMDB na eleição deste ano, com os peemedebistas indicando o candidato a vice-presidente: Michel Temer.

“Laurita Arruda (mulher de Henrique e também presente na reunião) foi a responsável direta pela união de Henrique com Agripino, que não era bem vindo no PMDB. Ao fazer uso da palavra, Henrique disse com os cuidados de quem administra votos e vaidades excessivas: ‘Respeito à posição do senador José Agripino'”, continuou Ney Lopes, falando detalhes da reunião.

“Henrique afirmou depois: ‘Eu pessoalmente apoio a presidente Dilma, com quem mantenho boas relações e, sobretudo, com o vice Michel Temer, que é do meu partido. Portanto, tenho compromissos com a reeleição da presidente e também terei influência no governo federal, se eles ganharem'”, revelou Ney Lopes.

O ex-deputado democrata disse ainda que não apoiava Aécio, mas que “eram amigos há muito tempo”. “Alguns dos presentes à reunião comentaram que Agripino deu a entender, que Garibaldi Alves deixaria de ser ministro de estado e ele assumiria essa condição, no possível governo de Aécio Neves”, acrescentou Ney Lopes.

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