Aldo Rebelo desafia Romário a apresentar projetos para o futebol

Aldo Rebelo é dos que acredita que o Estado deva ter alguma participação na gestão das confederações esportivas nacionais

Ministro Aldo Rebello. Foto: Divulgação
Ministro Aldo Rebello. Foto: Divulgação

O Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, desafiou nesta quinta-feira o deputado Romário Farias (PSB-RJ) a apresentar projetos para a melhor do futebol brasileiro.

“O Ministério está a aberto a receber todas as propostas de Romário e vamos tornar isso público. Até o momento, ele não apresentou nenhuma”, disse Rebelo, que rebateu as críticas de que o Governo não teria apoiado a intenção de investigar mais profundamente a CBF, com a criação de uma CPI.

“Quanto a isso, fui deputado, lutei por uma CPI da CBF e construí ela dentro do Congresso. Há uma independência entre os poderes, e ele, como deputado, tem que entender isso e construir uma maioria para que isso seja viável”, disse.

Aldo Rebelo é dos que acredita que o Estado deva ter alguma participação na gestão das confederações esportivas nacionais, “porque o esporte e o futebol são matérias de interesse nacional”.

“Estamos rediscutindo esse tema no Congresso de forma a retomar algum tipo de protagonismo do Estado, que ajuda a financiar o esporte de alto rendimento e esporte amador. Temos pouca ingerência na regulamentação e gestão dos clubes. Temos que ter alguma presença. Não para intervir, mas que em determinadas situações o estado possa preserva o interesse nacional e público”, defendeu.

Há uma proposta em andamento no Congresso de uma lei de responsabilidade financeira dos clubes, e de acordo com Aldo Rebelo, baseado naquilo que há de mais avançado e moderno em todo mundo.

“Os clubes adotariam medidas de maior profissionalismo em suas gestões e administrações; teriam suas dívidas renegociadas, desde que assumam responsabilidade em relação aos atletas, à gestão financeira e acho que essas medidas são importantes para que o Brasil não seja apenas um fornecedores de pé-de-obra para o futebol mundial”, disse Rebelo, preocupado principalmente com o pagamento de atletas que recebem salários mais baixos e têm mais problemas para receber.

Atualmente, de acordo com o ministro, são poucos os clubes que podem de recorrer à Lei de Incentivo ao Esporte.

“Clubes sociais conseguem se beneficiar e clubes grandes não conseguem por falta de certidão negativa de débitos. Queremos ajudar, mas eles precisam assumir o compromisso de não atrasar dividas nem futuras nem passadas e nem os salários dos jogadores”, disse.

Para Rebelo é preciso avançar na legislação sobre o trabalho dos menores, que hoje não permite que as crianças passem determinado tempo nos clubes. “Não podem porque nossa legislação vê isso como trabalho. Mas podem ficar nas praças consumindo drogas”, atacou.

Fonte: Terra

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