Alerta: Capital potiguar pode estar à beira de uma epidemia de dengue

A caminhada educativa percorreu diversas ruas das Rocas, mobilizando moradores, comerciantes, escolas e diversos setores da sociedade

Caminhada-contra-Dengue-nas-Rocas-WR

O Rio Grande do Norte apresentou cerca de três mil casos notificados como suspeitos de dengue, entre o início deste ano até o último mês de abril, situação que aponta uma queda de mais de 65% em comparação ao mesmo período de 2013, quando foram registradas 6.687 notificações da doença. Apesar da queda, a capital potiguar é apontada como a segunda cidade com mais casos suspeitos, perdendo apenas para o município de Parelhas.

Os números de casos neste mês ainda não foram contabilizados. Mas, segundo o chefe de operações do Distrito Sanitário Sul do Centro de Controle de Zoonoses, Márcio Yvancy, Natal está com o nível de alerta 3, considerado “extremamente preocupante”. “O próximo estágio é o nível de alerta 4, que significa epidemia de dengue. Ainda estamos em um situação passível de controle, mas se não cuidarmos podemos entrar em estágio crítico”, afirmou Márcio durante uma caminha da educativa ambiental, que aconteceu na manhã desta sexta-feira (9) no bairro das Rocas.

Segundo ele, a caminhada educativa, que foi impulsionada pela Unidade de Saúde da Família das Rocas, é importante para chamar a atenção da população para as ações preventivas. Além da caminhada, outras ações educativas na região estão sendo realizadas através do envolvimento da Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Mobilidade Urbana e a Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana).

“O principal agente de saúde é a própria população. Os moradores de todas as regiões de Natal precisam estar atentos aos casos de dengue, ajudando a evitar os altos índices a partir de inciativas nas suas próprias residências. Sabemos que há uma deficiência do poder público no combate à dengue, mas também não podemos descartar o descontrole da própria população”, disse.

A caminhada educativa percorreu diversas ruas das Rocas, mobilizando moradores, comerciantes, escolas e diversos setores da sociedade, incluído a segurança pública. Francisca Genilda Cavalcante, administradora da Unidade de Saúde das Rocas, disse que é importante que a comunidade se torne um agente participativo na causa. “Os casos em nosso bairro estão adormecidos, mas isso não significa que devemos parar esse processo de conscientização. Estamos há um mês trabalhando nas campanhas educativas e pretendemos expandir para outros bairros. É muito importante evitar o aumento de casos partindo de ações de prevenção”, afirmou.

Comunidades de Mãe Luiza, Santos Reis, Ribeira e Praia do Meio, por exemplo, segundo Francisca Genilda, também estão aderindo à campanha educativa, conforme ações conjuntas entre as unidades de saúde e os moradores. “Basta que os moradores façam contato com o posto de saúde, informando suspeita de caso de dengue, e a administradora do posto encaminha um agente de saúde, realizando atendimento imediato”, garantiu.

Compartilhar: