Aluno passa trote de bomba para escapar de prova e pode pegar 5 anos de prisão

Eldo Kim, 20, forçou esvaziamento de Harvard por falsa ameaça de bomba por estar sob pressão, diz advogado

Eldo Kim caminha para esperar um táxi depois de comparecer perante uma corte federal em Boston. Foto:Divulgação
Eldo Kim caminha para esperar um táxi depois de comparecer perante uma corte federal em Boston. Foto:Divulgação

Um estudante de Harvard acusado de fazer uma ameaça de bomba para escapar de um exame final estava sob uma grande pressão e parece arrependido, disse seu advogado na quarta-feira depois que seu cliente foi solto sob fiança. As penas máximas para um trote de bomba são cinco anos de prisão e uma multa de US$ 250 mil, disseram os promotores.

Eldo Kim, 20, foi libertado após pagar uma fiança de US$ 100 mil sob a custódia de sua irmã, que vive em Massachusetts, e de um tio da Carolina do Norte. Os advogados não disseram onde ele ficará.

O escritório de advocacia em Boston alega que Kim enviou emails de trote afirmando que bombas de estilhaços seriam detonadas em dois de quatro prédios do campus de Harvard em Cambridge, Massachusetts. Os emails foram enviados minutos antes de ele ter de fazer um dos exames em um dos prédios.

Os prédios ficaram fechados durante horas antes de os investigadores determinarem que não havia nenhum explosivo. O defensor público federal Ian Gold diz que Kim tinha de lidar com os exames finais e o terceiro aniversário da morte de seu pai, neste mês.

Vestindo um agasalho cinza e calças de moletom de Harvard, Kim pareceu triste enquanto ficou perante um juiz. Entre as condições para que fosse solto, ele não pode entrar no campus de Harvard sem autorização prévia tanto da instituição quanto de uma corte federal.

Harvard disse lamentar as alegações, mas que não faria mais nenhum comentário sobre a investigação.

Autoridades disseram que Kim contou ter enviado o email com as ameaças de bomba cerca de meia hora antes de ter de fazer um exame final em Emerson Hall. Ele disse que estava no local às 9 horas quando ouviu o som do alarme, o que indicou que seu plano havia funcionado, afirmou um funcionário do FBI.

Kim se tornou um cidadão americano naturalizado na quinta série e renunciou à sua cidadania sul-coreana, disse Gold. Antes de ser tirado do ar, seu perfil no LinkedIn indicava que ele fez vários estágios na Coreia do Sul. Quando estava no ensino médio, ele se voluntariou para um monastério no Nepal, de acordo com um testemunho que ele escreveu no site da organização. De acordo com Gold, a mãe de Kim vive na Coreia do Sul.

Segundo a queixa, Kim enviou emails para a polícia de Harvard, para dois funcionários da universidade e para o presidente do jornal Harvard Crimson, dizendo que as bombas haviam sido colocadas ao redor do campus.

Uma autoridade do FBI disse que Harvard determinou que Kim acessou o TOR, um produto gratuito que garante um endereço de internet temporariamente anônimo, usando a rede wifi da universidade.

Fonte:IG

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