Ambev lançará cerveja Corona no Brasil como produto ‘premium’

Empresa quer reforçar oferta de produtos de maior preço, que já representam 7% de suas vendas no País

A Corona entrou para o portfólio global da InBev após a compra da cervejaria mexicana Modelo, em 2012. Foto:Divulgação
A Corona entrou para o portfólio global da InBev após a compra da cervejaria mexicana Modelo, em 2012. Foto:Divulgação

A Ambev anunciou ontem que trará a marca de cerveja Corona ao Brasil como um produto “premium”. O lançamento está previsto para o segundo semestre deste ano, após o fim da Copa do Mundo. A Corona entrou para o portfólio global da InBev após a compra da cervejaria mexicana Modelo, em 2012.

A opção por aumentar a oferta de produtos premium no País – que hoje inclui, além da Budweiser, Stella Artois e Original – tem razão de ser. A empresa amargou no ano passado uma queda de mais de 4% no volume vendido de cervejas. No entanto, os produtos premium, que têm preço de venda mais alto, cresceram em importância dentro do portfólio da companhia, representando 7% das vendas em 2013.

“Há dois anos, a participação da categoria nas vendas em volume da Ambev era 5%”, afirmou o vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Ambev, Nelson Jamel.

Segundo o consultor em alimentos e bebidas ,Adalberto Viviani, o fato de a Corona ser popular no exterior não impede que a marca seja vista como premium por aqui. “É uma questão de percepção. Acontece em outros setores. Há carros e marcas de moda que são populares lá fora, mas são vistos como premium no Brasil”, explicou.

Na avaliação da gigante das bebidas, o segmento de cervejas premium tem muito a crescer no País. Para Jamel, a participação dos rótulos mais caros é bem superior em mercados mais desenvolvidos, variando entre 10% e 25%.

Copa do Mundo

O executivo afirmou que as perspectivas para o setor são positivas em 2014, com a indústria cervejeira voltando a mostrar aumento de volume, apoiada por preços menores. “Nossa expectativa para o ano de 2014 é ter preços em patamares inferiores. É o principal fator para cenário de crescimento de volume. Lógico que aí você soma Copa do Mundo”, disse.

Fonte:Estadão

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