Ambientalistas criticam o corte de árvores na Mor Gouveia

Ong Baobá acionou o Ministério Público para investigar o caso

Em 5 mil municípios que possuem árvores na cidade, Natal está na lanterninha do ranking. Foto: Heracles Dantas
Em 5 mil municípios que possuem árvores na cidade, Natal está na lanterninha do ranking. Foto: Heracles Dantas

Fernanda Souza
fernandasouzajh@gmail.com

O corte de árvores na avenida Capitão-Mor Gouveia, dentro da obras de mobilidade urbana voltadas para a Copa do Mundo em Natal, está causando a revolta de ambientalistas potiguares.

De acordo com Haroldo Mota, da ONG Baobá, as árvores que estão sendo retiradas ao longo da avenida existem há mais de 25 ou 30 anos e não haveria a necessidade para o corte. “Vimos as árvores no chão ainda na madrugada da última segunda-feira (16). São ipês, carolinas, caideiras, oitis, que prestam grandes serviços ambientais para a cidade.

É uma situação muito preocupante, pois as árvores têm o papel fundamental para a segurança do planeta, são responsáveis pela absorção do carbono, produção de oxigênio e ainda embelezam a cidade”, disse.

Haroldo também reclama da falta de transparência da Prefeitura junto aos moradores da região. “Em todas as reuniões com os moradores sobre as obras da Copa não foi falado em corte de árvore. No entorno do Arena das Dunas, sabemos que é preciso porque haverá construção de túneis e viadutos.

Mas, na Mor Gouveia daria para as árvores continuarem no mesmo local e teria como comportar se fosse construído um canteiro menor. Numa cidade que vai sediar a Copa do Mundo e vai divulgar esporte deveria ser dado o exemplo de não cortar árvores. Sem falar que quando há corte não vemos a compensação. E quando há o plantio ainda tem a questão da sobrevivência da árvore e leva um longo tempo para se chegar ao porte desejado”.

O ambientalista também destacou que dentro de um estudo realizado por ONGs ambientais em 5 mil municípios que possuem árvores na cidade, Natal está na lanterninha do ranking. Haroldo também ressalta que a ONG Baobá entrou em contato com o Ministério Público Estadual, através da promotora Rossana Sudário, e está aguardando um posicionamento oficial sobre o caso.

A reportagem d’O Jornal de Hoje tentou entrar em contato com o titular da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Marcelo Toscano, mas ele não atendeu às nossas ligações. A assessoria de comunicação também não deu um retorno preciso até o fechamento desta edição, pois ainda teria que analisar o processo sobre o corte de árvores.

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