A ambivalência da esfinge

Em verdade, o firo ainda não foi fechado. Falta enfileirar a terceira pedra na linha reta que aponta o sucessor…

Em verdade, o firo ainda não foi fechado. Falta enfileirar a terceira pedra na linha reta que aponta o sucessor de Gleisi Hoffmann na chefia da Casa Civil da Presidência da República.

Dilma Rousseff selecionou dois nomes. É possível que faça a opção durante os dias de férias na Base Naval de Aratu, litoral baiano. O anúncio deve ser feito em janeiro, quando Gleisi entra em férias com a intenção de, em fevereiro, reassumir o mandato no Senado. Por conseguinte, não retornaria ao Palácio do Planalto. Candidata ao Executivo do Paraná sob a bandeira do PT, a senhora Hoffmann vai enfrentar um adversário bem avaliado pelos eleitores: o governador Beto Richa (PSDB), em campanha para renovar o mandato.

A escolha da Presidente será feita entre auxiliares de sua estima. Não permite interferência, além do que determinam o seu coração e a sua mente.
Tanto um quanto o outro têm gabinetes na Esplanada dos Ministérios. Pela ordem alfabética:
1. Aloizio Mercadante, titular da Educação;
2. Carlos Gabas, secretário executivo da Previdência Social.

Palpite apoiado em informes e circunstâncias latentes.  Será ungido o ex-senador Mercadante (PT-SP).

Foi-se o vínculo
Agita-se a sucessão na Bahia.
Exonerado após quase dois meses de ter pedido demissão da Caixa Econômica Federal, Geddel Viera Lima (foto) livrou-se do liame ao Palácio do Planalto.
Do PMDB histórico, foi líder na Câmara e, na sequência, por indicação da sigla, vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição financeira.

Geddel não rompeu com a presidente da República, mas, há algum tempo, cortou o diálogo com o PT estadual.
Candidato à sucessão de Jaques Wagner, governador petista reeleito, Vieira Lima deve ter o apoio do prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães, neto, líder do DEM baiano, e da seção regional do PSDB. Caminha assim para dividir o seu palanque com Aécio Neves, desafiante tucano do poder federal.

Fosse agora a eleição, Geddel seria promovido ao segundo turno para enfrentar Rui Costa, indicado por Wagner.

Situação de risco
Desde 1971, o Brasil não devia tanto.
Em novembro, o montante de débitos no exterior ultrapassou a casa dos US$ 480 bilhões.
Recorde no governo Rousseff. No período, o endividamento aumentou em 37%.

Ao birô da coluna funcionário do alto escalão do Ministério da Fazenda disse que mais de um terço da dívida vence entre 2014 e 2015.
Mais, segundo ele:
“Há alto risco de ampliação por causa da nova política monetária dos Estados Unidos.”

Portanto, final da atual administração e início do mandato de quem se eleger em outubro do próximo ano.

- Domingo, no programa “Manhattan Connection”, no canal Globo News, Fernando Henrique Cardoso analisa fatos políticos de 2013 e o que espera em 2014.
- Ricardo Lewandowski responde pela presidência do Supremo, próximo mês. O titular, Joaquim Barbosa, vai dar palestras na Europa. Dois auditórios definidos: Londres e Paris.
- Cinco governadores participarão do Fórum Econômico Mundial, em janeiro, na Suíça. Do Norte para o Sul: Eduardo Campos (PE), Jaques Wagner (BA), Antonio Anastasia (MG), Sérgio Cabral, filho (RJ) e Geraldo Alckmin (SP).
- Incentive seu filho a ler. Quem lê, além de saber mais, aprimora o estilo dos textos que escreve.
- Entre os maiores partidos brasileiros, PMDB e PSDB lideram o movimento para encerrar o ciclo de reeleição – prefeito, governador e presidente da República. O PT está na torre de comando dos defensores do instituto.
- Roteiro versátil de Dilma Rousseff no primeiro mês de 2014. Visita Caracas, Havana e Davos (Suíça).
- Para refletir: “Eu escrevo porque meus filhos cresceram e eu não sabia mais a quem contar histórias” (Umberto Eco, escritor italiano).

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