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América: A casa é sua

Data: 19 fevereiro 2013 - Hora: 18:31 - Por: Portal JH

Uma proposta indecente e que pode promover uma nova mudança de casa para o América pelos próximos cinco anos. Com os problemas enfrentados pela diretoria americana com a distância entre Natal e Goiaininha, o surgimento de uma proposta concreta para atuar a pouco mais de 30 quilômetros de Natal e com a capacidade necessária para atuar na Série B do Campeonato Brasileiro sem dor de cabeça pode levar os rubros a atuarem na cidade de Ceará-Mirim, no Estádio Barretão.

A proposta a ser apresentada na tarde desta terça-feira, na sede da Federação Norte-Riograndense de Futebol (FNF), prevê a resolução prévia do problema que por pouco não tirou o América do Rio Grande do Norte durante a Série B, quando a CBF chegou a vetar o estádio Nazarenão devido a capacidade inferior aos 10 mil assentos exigidos para jogos da Segunda Divisão. Segundo Barreto, até o dia 15 de abril, o estádio deve ser entregue com a capacidade exigida pela Confederação.

Quinze dias depois, no cronograma exposto pelo empresário, serão entregues 1,2 mil cadeiras cativas. Na mesma data em que um estacionamento com vagas para 6,5 mil pessoas, sendo 2,5 mil para os americanos que tiverem cadeiras ou camarotes. “Toda essa infraestrutura seria disponibilizada para o torcedor sem um custo extra. O torcedor que já paga camarote e cadeiras ao clube, que ainda está construindo seu estádio, já terá de imediato o acesso com o pagamento da anuidade que pagaria ao clube se seu estádio estivesse pronto. Vale salientar que ainda será revertido 30% de todas as anuidades pagas ao América, um apoio importante no intento do clube que sonha em ter seu estado próprio”, justificou Marconi.

Além das cadeiras e estacionamento, a promessa do dirigente é de que seja entregue até 30 de abril de 2014, 128 camarotes com 20 metros quadrados com banheiro privativo e condição imediata de uso a partir de sua abertura. Marconi explica que, com a reversão do percentual das anuidades de cadeiras e camarotes, iria garantir nos próximos cinco anos um valor superior a R$ 2 milhões.

“O América pagará 10% da renda bruta, como já fazia em relação ao Machadão. Caso venha para a Série, a MPB, minha empresa, se compromete a elevar a capacidade para até 20 mil lugares ou qualquer que seja a necessidade para receber os jogos da Primeira Divisão. Além disso, todos os direitos dos sócios do clube serão respeitados e o Sócio-Dragão terá acesso como deve ao estádio sem qualquer problema”, afirmou o empresário.

Marconi entende que a cidade de Ceará-Mirim é o lugar mais adequado pelo fato de o América poder interiorizar e valorizar o acesso de sua torcida fora do eixo da capital. Segundo ele, 18 cidades seriam beneficiadas com a ação e mais de 800 mil pessoas teriam acesso ao estádio e aos jogos do América. Em relação ao acesso que tem sido tratado como complicado por alguns conselheiros do clube e torcedores devido a largura da BR101 Norte, o dirigente garante que o fato de haver outros acessos a partir de cidades como Ielmo Marinho, João Câmara e São Paulo do Potengi deve facilitar, bem como, a perspectiva de ativar o serviço de trens durante os jogos do clube.

“Ceará-Mirim é o lugar mais certo para qualquer projeto e para esse, em especial. Tem acesso de trem passando por toda a zona norte, ou seja, é um assunto que seria negociável. Podemos sentar com a governadora para negociar esta questão vai desenvolver a cidade. Existe ainda o projeto de duplicação devido ao aeroporto. A questão do acesso é administrável. Para o América, hoje, é melhor ter bolso e estádio cheio, mas com um acesso um pouco mais difícil no início, do que um ótimo acesso e o clube passando dificuldades financeiras”, avaliou.

Segundo ele, a dificuldade para o acerto seria a preferência do dirigente Alex Padang pelo Ninho do Periquito. Por outro lado, o presidente do Conselho Deliberativo, José Rocha, seria favorável ao acerto. “Se houver bom senso, acredito que o Barretão será escolhido. No Ninho, que não chega perto da capacidade que vamos disponibilizar, o América ainda teria custo de adaptação. Se escolher a Arena, o time vai quebrar no primeiro jogo por que o clube teria acesso a apenas 55% da renda líquida das partidas, além de uma série de outras exigências”, ponderou.

Com um investimento que chegará, com 20 mil lugares, a ultrapassar R$ 15 milhões, o empresário afirma que a proposta feita ao América é uma via de mão dupla. De acordo com Marconi, o projeto do estádio seria alavancado com um grande clube, por outro lado, uma negativa não invibilizaria o projeto do estádio, apenas tornaria mais lento, já que o time que foi montado por ele, o Globo FC, vai disputar a Segunda Divisão do Campeonato Nacional.

“Tô correndo com a obra porque acredito que vou fechar com o América, mas se sentir que não vai dar certo, coloco meus funcionários numa outra obra que tenho ao lado e não perco nada. O América seria uma baita de uma alavancagem para o meu projeto como um todo, mas não depende dele para acontecer”, afirma o cartola que prevê ainda a construção de um kartódromo e uma pista de arrancada no local com a proposta totalizando R$ 300 milhões no complexo a ser erguido no local.

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