“A América por John Ford” chega a Natal em cinco dias de sessões gratuitas

Ação do Sistema Fecomércio RN traz dez filmes de um dos maiores diretores da história do cinema, autor de clássicos como Médico e Amante (1931) e No Tempo das Diligências (1939)

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Um dos mestres do cinema atrairá iniciados e curiosos com a mostra A América por John Ford. Considerado o pai do Faroeste – ainda que seus 133 filmes frequentem diversos temas, o americano terá dez clássicos exibidos a partir desta terça-feira (15), em sessões com horários variados, sempre no auditório do Sesc Centro – o evento é uma promoção do Sistema Fecomércio RN. Na abertura, No Tempo das Diligências (1939), cuja exibição às 18h30 será precedida por um bate-papo sobre o gênero com Nelson Marques, do Cineclube Natal. A mostra seguirá até o próximo sábado, com entrada gratuita – ela também acontece em Caicó, onde terminará no dia 21, e chegará a mais cinco cidades potiguares até o final deste mês.

O filme que será exibido hoje à noite ‘revelou’ o ator John Wayne para o mundo – ambos fariam uma das parcerias mais frutíferas na Sétima Arte. “A proposta da curadoria sempre leva em conta datas comemorativas ou aniversário de nascimento, como no ano passado, em que tivemos a mostra com o francês Jacques Tati. Um dos pontos fortes de Ford é exatamente ele ser responsável pela popularização do faroeste e por ser um dos grandes observadores da vida americana”, diz Augusto Araújo Neto, técnico em cultura que responde pelas ações na área de cinema do Sesc – o mais recente trabalho foi a mostra do cinema alemão, realizada em março passado.

Ford foi um filho de irlandeses católicos que revolucionou o cinema americano na primeira metade do século XX ao traçar um perfil do país através de episódios que marcaram a transformação daquele pedação de chão gigantesco na nação mais rica do planeta. Daí a importância dos outros filmes que compõe a mostra – Se Rastros de Ódio (1956) faz parte dos faroestes clássicos, O Prisioneiro da Ilha dos Tubarões (1936) e A Mocidade de Lincoln (1939) contextualiza vida e morte de Abraham Lincoln, o ex-presidente assassinado que tocou os Estados Unidos durante a Guerra Civil e libertou os negros da escravidão, e “As Vinhas da Ira (1940), adaptação cinematográfica do livro que rendeu o Nobel ao escritor John Steinbeck.

“São três faroestes e mais dramas e comédias, para mostrar como ele foi diversificado em sua obra. Todos os filmes ajudam a traçar um panorama da sociedade americana”, diz Augusto – sobretudo no início da carreira, Universal, Ford trabalhou para a Universal e realizou um total de 39 filmes. Apenas dois não eram westerns. Nos anos 1920 ele estabeleceu seu nome entre os medalhões de Hollywood. Outro destaque da mostra é o filme Médico e Amante (1931), mais uma adaptação de um livro, este o romance de Sinclair Lewis, que acabava de ser o primeiro americano a conquistar o Nobel de literatura – e que valeu cinco indicações ao Oscar, incluindo a de melhor filme, para John Ford.

 

 

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