Anderson tenta recuperar cinturão e idolatria em seu maior desafio no UFC

Recuperado do baque do nocaute e das críticas, Silva decidiu não parar e de lutar

Chris Weidman e Anderson Silva se encaram após a pesagem Josh Hedges/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images. Foto: Divulgação
Chris Weidman e Anderson Silva se encaram após a pesagem Josh Hedges/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images. Foto: Divulgação

Até o dia 6 de julho deste ano, Anderson Silva era apontado por torcedores e fãs de MMA do Brasil como um dos maiores atletas do país. Mas um cruzado quase despretensioso de Chris Weidman levou uma idolatria quase inteira ao chão, assim como o brasileiro, tornando-se o novo campeão dos médios do UFC.

Quase cinco meses depois e tendo pensado até mesmo em parar de lutar, o Spider terá a chance de recuperar neste sábado, na luta principal do UFC 168, em Las Vegas, o cinturão que foi seu por quase sete ano, além de tentar reaver o prestígio que tinha com grande parte do público de sua terra natal.

Pouco depois de a primeira entre eles, Anderson foi para seu quarto e abriu suas contas em redes sociais. Ele confidenciou para pessoas próximas a ele que ficou chocado e triste com as críticas que leu por lá. Foi dali que surgiu a polêmica frase do ex-campeão, que disse que “aparentemente os fãs não eram tão fãs assim”.

Recuperado do baque do nocaute e das críticas, Silva decidiu não parar e de lutar e aceitou fazer a revanche em sequência, mas não sem mudar o foco de seu treino para corrigir os erros cometidos no primeiro combate. O que era dúvida virou confiança, demonstrada durante toda essa semana antes do combate.

“Não tenho a menor dúvida de que esse cinturão voltará para o Brasil. Aquela luta é passado, o que importa é o presente e o meu futuro como campeão novamente do UFC”, disse Anderson, que prometeu manter o estilo pelo qual recebeu as críticas por ter provocado Weidman. “Percebi que tenho de ser eu mesmo. Não pretendo mudar nada, vou ser o mesmo de sempre.”

Mas para retomar o cinturão, Anderson terá de encarar seu maior desafio dentro do UFC, o único que o venceu desde que entrou no evento em junho de 2006 e que acabou com sua série invicta de 16 combates. Chris Weidman nunca escondeu a admiração que sempre teve pelo brasileiro e, até por isso, alimentou por anos o sonho de enfrentá-lo e vencê-lo.

“”Sei que muitos brasileiros vão ficar com raiva de mim depois dessa luta, mas estou preparado para isso”, brincou o campeão. “Acho que é sim um sonho sendo realizado. Desde que comecei a pensar em lutar eu me imaginava enfrentando Anderson Silva. Na primeira ou quinta luta, sabia que estava treinando para bater aquele cara.”

 

Revanche das musas

Se na luta principal da noite Anderson e Weidman não criaram nenhum tipo de animosidade entre eles, o penúltimo combate será cheio de rivalidade. Depois de tomar o cinturão feminino peso galo do extinto Strikeforce em março de 2012, Ronda Rousey reencontra Miesha Tate, agora como campeã do UFC, para sua segunda defesa de título no maior evento de MMA do mundo.

Além das provocações na época da luta, elas brigaram muito durante a última edição do reality show The Ultimate Fighter nos EUA. Quem levou a pior nessa foi a campeã, que perdeu fãs por conta das confusões e palavrões que falou e ainda viu sua adversária terminar com os dois vencedores do programa.

 

Mais quatro brasileiros no card

Além de Anderson Silva, o card principal ainda conta com mais dois brasileiro. Depois de não bater o peso, Diego Brandão tenta sua quarta vitória consecutiva no Ultimate. Já Fabrício Camões, o Morango, terá o duro Jim Miller pela frente. No card preliminar, William Patolino faz sua primeira luta desde que perdeu a final do TUF Brasil 2 para Léo Santos. O experientíssimo Gleison Tibau enfrenta Michael Johnson.

 

Fonte: Uol

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