Aniversariante, viúva de Campos se reúne com cúpula do PSB

O papel de Renata, no entanto, não deve ficar restrito às eleições presidenciais

Renata Campos, viúva de Eduardo Campos. Foto: Divulgação
Renata Campos, viúva de Eduardo Campos. Foto: Divulgação

A cúpula do PSB se reúne nesta segunda-feira, no Recife, para definir quem será o substituto de Eduardo Campos na corrida presidencial – e provavelmente oficializar a candidatura de Marina Silva. Além dos líderes do partido, participarão do encontro outros integrantes da Frente Popular e também a aniversariante Renata Campos, viúva do pernambucano, um dos nomes cotados para vice da chapa.

O papel de Renata, no entanto, não deve ficar restrito às eleições presidenciais. De acordo com o deputado federal Raul Henry (PMDB), que é o candidato a vice-governador de Pernambuco pela coalizão, ela deve ter forte participação na campanha ao governo estadual. “Renata vai liderar o processo político em Pernambuco. É uma missão grandiosa, mas ela tem brilho e é forte. É uma mãe dedicada e extraordinária, mas também é muito politizada”, disse.

A responsabilidade é grande. Paulo Câmara (PSB), candidato que foi indicado por Eduardo no Estado, não decola nas pesquisas eleitorais. As mais recentes apontaram Armando Monteiro (PTB) com mais de 45% das intenções de voto, sendo que o máximo alcançado por Paulo foi 13%. Agora, sem o líder maior do PSB, é forte a chance de as legendas migrarem para o palanque da oposição.

Possíveis candidatos a vice

Além de Renata, outros nomes cotados para a vice-presidência pela coalizão são o do coordenador do programa de governo do PSB, Maurício Rands, e o do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS). O primeiro, no entanto, já sugeriu que tem outras preferências. “Vamos definir o vice sem pressa. Eu sou mais útil nas articulações, na retaguarda”, declarou.

Adiamento do programa

Antes da morte de Eduardo Campos, estava previsto que o PSB lançaria seu programa de governo para a presidência da República esta semana. Ainda segundo Maurício Rands, o prazo não deve ser alongado. “Se quiséssemos lançar o programa de governo hoje, já poderíamos. Mas estamos fazendo alguns pequenos ajustes”, informou.

Fonte: Terra

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