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Antonio Jácome reclama que nunca foi convidado para as reuniões do Conselho

Data: 14 março 2013 - Hora: 16:15 - Por: Joaquim Pinheiro

Deputado mais votado do último pleito com 54 mil votos e presidente estadual do PMN, Antonio Jácome entende que o Rio Grande do Norte vive um momento de prestígio no cenário nacional com um ministro de Estado, Garibaldi Filho e o presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo, entretanto, ressalta a necessidade de que haja uma união suprapartidária para a realização de obras importantes para o desenvolvimento do Estado. “Insisto na necessidade de criação de um pacto entre políticos, empresários e trabalhadores em benefício do Rio Grande do Norte”, disse ele. Jácome fala também, sobre o Conselho Político anunciado pelo governo, que ainda não mostrou resultados práticos. “O PMN não foi convidado nem participou de nenhum encontro de integrantes da base política da governadora Rosalba Ciarlini”, reclamou o deputado, atual presidente do PMN. Segue a entrevista:

O JORNAL DE HOJE – Como o senhor avalia o atual cenário político no Estado?
ANTONIO JÁCOME – O Rio Grande do Norte vive um momento de prestígio político no cenário nacional com um ministro de Estado e a presidência da Câmara Federal. Penso que para reverter esse prestígio em ações concretas para a economia e o desenvolvimento do Estado é preciso uma união suprapartidária dos líderes, deixando a discussão eleitoral para o momento oportuno que é o próximo ano.

JH – Quais seriam essas ações concretas?
AJ – Primeiro, temos um problema urgente que é a questão da seca, não obstante o reconhecido esforço do Governo do Estado as providências ainda são tímidas, limitando-se ao subsídio do milho e abastecimento de água através de carros-pipas. É urgente a necessidade de perfuração de poços e construção de barragens submersas e de um programa de assistência efetiva ao pequeno produtor. Segundo, estamos a pouco mais de 1 ano da Copa do Mundo e as obras de mobilidade urbana ainda não iniciaram. Será que o único legado da Copa é a construção do Estádio Arena das Dunas, com recursos públicos?. Terceiro, agilização das obras de construção do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Dados oficiais revelam que em 10 anos, apenas 19 por cento da obra foi feita.

JH – Como o senhor vê a relação político/administrativa do PMDB com o governo Rosalba Ciarlini?
AJ – O PMDB vive um momento auspicioso quanto a sua representatividade política, portanto, a presença do partido fortalece muito o governo. Mas, percebo que o partido está com um dilema entre seus filiados com um grupo defendendo maior aproximação e outro o rompimento imediato. Não sou eu quem deve dizer o que o PMDB tem que fazer, mas entendo que uma decisão não pode demorar a ser tomada.

JH – Por que deputado?
AJ – Porque o governo precisa definir sua parceria político/administrativa com os partidos da sua base aliada, inclusive, na nova adequação que o governo precisa fazer.

JH – Como o senhor vê o Conselho Político, recentemente anunciado pelo governo?
AJ – Não reconheço oficialmente a existência desse conselho. Ele até deveria existir, mas com a presença, sem exceção, de todos que dão sustentação política ao governo. O PMN não foi convidado para integrar o referido conselho, nem para participar de nenhum dos encontros realizados.

JH – O PMN, enquanto partido, espera ser ouvido pela governadora?
AJ – Sim.  O PMN quer oferecer sua contribuição, inclusive crítica, ao governo, mas não fará através da imprensa. Como aliado, o partido quer tratar desse assunto internamente.

JH – Esse novo modelo pode ser a recuperação do governo a partir de agora?
AJ – Espero e torço para que isso aconteça. No momento em que as ações de governo chegar ao cidadão, seja via obras ou pela prestação de serviços essenciais, a avaliação política do governo começa melhorar.

JH – Então, o senhor acredita numa candidatura da governadora Rosalba Ciarlini à reeleição?
AJ – Reafirmo que toda e qualquer especulação de ordem eleitoral deveria ser deixada para o próximo ano. Insisto pela necessidade de um pacto de todos os segmentos políticos, empresariais e de trabalhadores pela união em benefício dos projetos coletivos do Rio Grande do Norte.

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