Anvisa proíbe venda de lotes de paracetamol e de outros cinco remédios

Após denúncias, foram suspensos os medicamentos produzidos pelas empresas Laboratório Teuto Brasileiros, Meizler UCB Biopharma S.A e Zodiac

AVDM-Olie

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira a suspensão da venda e distribuição de lotes de paracetamol, cetoconzol, nistatina, atorvastatina cálcica, Tabine e tamsulon. A proibição aconteceu após denúncias de consumidores, que relataram que as embalagens apresentavam outros medicamentos e até objetos, como parafuso. Entre os produtos estavam analgésicos, pomadas para tratamento de fungos e redução do colesterol.

O lote 1998101, do paracetamol 500 mg, produzido pela Laboratório Teuto Brasileiros, foi suspenso depois de um consumidor ter identificado em uma das embalagens a presença de um parafuso no lugar do comprimido. A validade do lote é novembro de 2015. A denúncia foi feita ao Procon. A empresa, que já iniciou o recolhimento voluntário do lote, informou que o produto foi distribuído em Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.

Outro produto suspenso da mesma empresa foi o comprimido de 200 mg de cetoconzol, lote 1048105. Um paciente informou que a embalagem apresentava, em vez do produto, indicado para tratamento de infecções, o medicamento atenolol 100mg. O lote suspenso havia sido distribuído para Goiás, Amazonas, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo.

A Anvisa determinou ainda a suspensão do lote 8910019, validade 02/2016, do medicamento nistatina 25.000 UI/g, 60g, produzido pela Laboratório Teuto Brasileiros. De acordo com uma denúncia de consumidor, na embalagem, em vez do remédio adquirido estava neomicina+bacitracina. A nistatina é indicada para candidíase vaginal. Os lotes suspensos foram distribuídos no Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Os produtos serão recolhidos voluntariamente pelo fabricante.

Já o lote 6909006, validade 10/2015, do medicamento atorvastatina cálcica, comprimido, produzido pela mesma empresa, trazia embalagens indicando concentração de 20 mg, mas o produto encontrado era de 10 mg. O medicamento é indicado para reduzir as taxas de colesterol no sangue. A denúncia feita ao SAC do fabricante revelou que, dentro da embalagem do produto de concentração 20 mg, havia o produto de concentração 10 mg. O lote com problemas havia sido enviado para o Distrito Federal, Pará e Paraná.

O Diário Oficial de quarta-feira também traz a proibição da venda do remédio Tabine (citarabina), da empresa Meizler UCB Biopharma S.A. Ao todo, foram suspensos treze lotes do produto, indicado para o tratamento de leucemias agudas não linfocíticas. A decisão foi tomada porque o produto estava fora dos padrões de estabilidade, o que poderia indicar um prazo de validade menor do que o estampado na embalagem. A empresa vai recolher o produto.

O tamsulon, da empresa Zodiac, foi suspenso depois da comunicação da própria empresa, que identificou problemas na data de validade estampada na embalagem do remédio, usado para tratamento de hiperplasia da próstata. A gaze cirúrgica Neve Estéril também teve sua comercialização suspensa, depois de o Instituto Adolfo Lutz constatar a presença de corpo estranho de coloração escura no interior da embalagem intacta.

 

 

Fonte: Estadão

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