Apenas 8,77% dos potiguares assistirão jogos na Arena das Dunas

Pesquisa feita pela CDL abordou a Copa do Mundo

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Marcelo Hollanda

hollandajornalista@gmail.com

A Câmara dos Dirigentes Lojistas de Natal reuniu hoje a imprensa para divulgar sua mais nova pesquisa, que desta vez avalia o grau de participação da população da capital na Copa do Mundo.

O trabalho de campo foi realizado nos dias 17 e 18 de maio nas quatro regiões administrativas na cidade, onde foram ouvidas 600 pessoas. Do total entrevistado, quase 67% vivem em famílias com renda de no máximo quatro salários-mínimos.

Do total – revela a pesquisa – 51,49% dos entrevistados são a favor da Copa no Brasil, mas só a outra metade concorda que o evento da Fifa aconteça em Natal.

Nesse ambiente de polarização, os varejistas buscaram entender qual seria o comportamento do consumidor durante o mês de Copa do Mundo na cidade. Eles chegaram a algumas conclusões já esperadas e outras nem tanto.

Para quase 17% dos entrevistados, a Copa será sinônimo de prejuízo para a economia. Mas outros 15,73% viram vantagens com as obras de mobilidade; 11,25% benefícios para o turismo e apenas 9,11% enxergaram alguma vantagem na construção da Arena das Dunas.

Itens como geração de empregos ou infraestrutura foram mencionadas por percentagens menores de entrevistados.

Um dado interessante da pesquisa, que de certa maneira reforçou o que já se sabia, é que uma minoria dos natalenses irão ao Arena das Dunas para acompanhar os jogos da Copa.

Dos pesquisados, apenas 8,77% irão a um jogo; 1,8% a dois jogos; 0,66% a três jogos e 0,99% aos quatro jogos.

Para o presidente da CDL Natal, Amauri Fonseca, há uma grande perspectiva de lucros não só durante o evento, mas depois dele, por parte dos comerciantes.

“Alguns setores, como bares e restaurantes, verão resultados imediatamente, mas há outros que só perceberão isso com o decorrer do evento e depois dele a partir a injeção de dinheiro por parte das pessoas que vierem a se beneficiar”, explicou.

Segundo ainda a pesquisa, os setores que mais se beneficiarão com o evento da Fifa serão vestuário (47,85%); brindes (32,9%); eletroeletrônicos como aparelhos de televisão (17,5%) e os demais com apenas 1,75%.

Ainda segundo o dirigente, é difícil quantificar os benefícios, pois há uma série de questões intangíveis envolvidas nessa análise. Mas ele deixou claro que os lojistas ficaram bem mais tranquilos depois que foram divulgados os horários de recesso durante a Copa.

Ontem, O JORNAL DE HOJE, divulgou com exclusividade dados da Cosern – comparativa entre abril deste ano e abril do ano passado – relativa a consumo de energia, onde a instituição diz esperar uma queda de 30% no consumo por ocasião dos jogos do Brasil.

Essa economia é determinada pelo recesso de lojas e demais atividades comerciais por ocasião das partidas disputadas pela seleção.

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