Apesar da velha política

Dilma Rousseff tenta sair das cordas. O ringue político é para profissional. Portanto, nada a ver com a mineira-gaúcha. Mas,…

Dilma Rousseff tenta sair das cordas. O ringue político é para profissional. Portanto, nada a ver com a mineira-gaúcha. Mas, como tem conselheiros capazes – alguns capazes de tudo -, mudou de estratégia.

Causou-lhe derrotas o confronto com a base aliada na Câmara (*). E, na busca da recomposição, danos na imagem. Para evitar o agravamento da situação incômoda, a caminho de possível crise institucional, a senhora Rousseff orientou-se pelo mapa das concessões e seguiu o catecismo franciscano: é dando que se recebe. A Presidente liberou, ontem, recursos de emendas parlamentares e nomeou ministros de partidos palacianos. Para dizer tudo numa só frase: foi obrigada a hastear a bandeira branca. Mesmo assim, perduram dificuldades. Bem mais no Parlamento do que nas ruas. Enfim, os desafiantes de sua recandidatura continuam retardatários na corrida ao Planalto.

(*) Foi o deputado-líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), criador e operador do ‘Blocão’, dissidência que atrita as relações do Executivo com o Legislativo.

Fonte do avanço

A Importância da internet na campanha eleitoral.

No Brasil, conforme dados do início da semana, 147 milhões de pessoas estão aptas ao voto.

Do total, 104 milhões têm acesso à rede mundial de computadores.

O debate nacional no pleito deste ano escapará, “pela primeira vez”, do controle dos marqueteiros que antes criavam tendências a partir dos programas de tevê.

Quem opina é Gilberto Musto (foto), consultor político paulista que, em 2012, lançou ‘Mapa do voto’ e agora assina ‘Estratégias políticas para redes sociais’,

“As redes imporão o tipo de discurso a ser levado a sério”, diz Musto.

Mais:

“Vão pipocar rolês cívicos ao longo da campanha. Os que entenderem terão mais chance de aprovação nas urnas”, prevê o autor dos dois livros de público certo.

Livro de ponto

Quarteto da nulidade parlamentar.

Três pontos estigmatizam o grupo: nada propõe, não debate e, mais grave, pouco comparece ao plenário da Câmara e, quase nunca, às reuniões das comissões técnicas.

Formam-no os deputados Marcelo Aguiar (DEM-SP), Márcio Bittar (PSDB-AC), Newton Cardoso (PMDB-MG) e Paulo Maluf (PP-SP).

- Apesar da tentativa de aproximar o parentesco dos senadores Francisco Dornelles (PP-RJ) e Aécio Neves (PSDB-MG), os jornalistas apressados são desautorizados pela realidade. Nada de tio e sobrinho, Dornelles e Aécio são primos em segundo grau.

- Convidado “e com carinho”, como ele diz, o governador Sérgio Cabral, filho, (PMDB-RJ) sentou, ontem, à mesa do almoço palaciano ao lado direito da presidente Rousseff, sua anfitriã.

- Gravidade política na Venezuela, tropeço da economia argentina e reformas em implantação no México são temas do seminário que o Espaço Democrático – fundação do PSD para estudos e formação política – realizará segunda e terça, em São Paulo.

-Do ministro Luís Roberto Barroso, há pouco chegado ao Supremo: “Desejo que o saldo do Mensalão produza transformações políticas.”

- Veja o resultado da inflação persistente e dos juros exorbitantes. Amplia-se o cadastro de brasileiros inadimplentes. São ao redor de 50 milhões, dizem analistas de crédito. A nova classe média é a principal vítima, reconhece o governo central.

- Hoje, no Rio de Janeiro, Eduardo Campos foi recebido como candidato de futuro. Ao lado dele, Marina Silva foi bastante aplaudida pelos cariocas.

- Neste fim de semana, o birô da coluna se instala em Belo Horizonte. Vai olhar o cenário da sucessão mineira e sua influência na eleição presidencial. Joaquim Pinheiro redige e edita os textos para amanhã e segunda-feira. Até terça.

- Para refletir: “A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo” (Friedrich Nietzsche, filósofo alemão).

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