Após assembleia, servidores da Saúde decidem manter a greve na capital potiguar

Sindsaúde e Sinsenat pleiteiam reajuste salarial e melhores condições de trabalho

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A manhã desta quarta-feira (23) começou agitada na capital potiguar. No mesmo horário, o Sindicato dos Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde) e dos Servidores Públicos do Município de Natal (Sinsenat), realizaram assembleias para debater a continuidade das greves propostas pelas categorias no município.

O Sindsaúde, que deflagrou a greve no município no último dia 15 de abril, reuniu a categoria no Auditório do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sinpol/RN) onde debateu sobre as audiências realizadas com o poder público municipal, retratando o caso da última mesa de negociações realizada com a participação de titulares de várias secretárias do município. Segundo a categoria ficou constatado o não avanço na questão dos reajustes salários.

Célia Dantas, diretora de assuntos jurídicos e trabalhistas do Sindsaúde, afirma que apesar da negociação para reajuste de 18% nos salários, a Prefeitura propõe apenas 2%. “Eles continuam colocando 2% para esse ano e não falam nas outras questões, pois não queremos apenas o reajuste, mas o também o atendimento de outros pleitos do sindicato” disse.

Ela afirma ainda que o percentual de reajuste que o prefeito está oferecendo é considerado uma esmola. “Não atende as nossas reivindicações. Nós pretendemos estar mobilizando cada vez mais as unidades de saúde, por que queremos sim, posteriormente, estar fechando as unidades de atenção básica e de atendimento 24h, reduzindo o número de funcionários” contou.

Além do reajuste salarial de 18% e das gratificações, as outras reivindicação do Sindsaúde visam a recomposição da matriz salarial, mais segurança e a garantia dos usuários ao Sistema Único de Saúde (SUS) a um atendimento de qualidade.

Já o Sinsenat, em greve desde o dia 7 de abril, luta pelo reajuste salarial de servidores do município, que ainda recebem menos que o salário mínimo vigente no Brasil, de R$ 724,00, mesmo que alguns tenham muitos anos de carreira no serviço público. “Nós não sairemos da greve com servidores com 20 anos de prefeitura recebendo um salário mínimo. Não sairemos com o famigerado abono salarial. Isso não tem a menor condição. Esperamos que a população compreenda e entenda essa postura do servidor, pois é muito fácil para governo jogar meias verdades dizendo que deu 8% de reajuste. Fico indignado porque o mesmo poder público quer um aumento de 166% para os cargos comissionados” afirma o vice-presidente do Sinsenat, José Roberto Linhares.

José Roberto diz ainda que não é contra o aumento para os servidores de cargo comissionado, mas almeja um melhora igualitária com relação ao trabalhador público. “Se o prefeito pode dar 166% de aumento para cargos comissionados, então ele pode dar muito mais para os trabalhadores, que estão trabalhando na atual situação precária dos serviços públicos no município, pois nosso pleito é bem menor, com relação aos números. O que é 8%, últimos reajuste concebido pela prefeitura, em cima de um salário base de R$ 532,00″, indagou o sindicalista.

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