Após denúncias, Maternidade das Quintas recebe coletores de urina

Mães e acompanhantes lotam uma das salas da unidade denunciada pelo Sindsaúde

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Alessandra Bernardo

Repórter

A falta de coletores de urina na Maternidade das Quintas, em Natal, denunciada nesta quarta-feira (14) pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindisaúde-RN), foi temporariamente resolvida. De acordo com informações da direção da unidade, o material foi solicitado em caráter de urgência e entregue ainda ontem pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), após o Sindsaúde ter divulgado fotos de uma paciente que passou o dia tendo a urina coletada de forma manual, porque não havia coletores. A situação deixou a mulher exposta a uma possível infecção hospitalar, já que ela deveria passar 12h deitada por causa da cirurgia e estava com sonda urinária.

Segundo a diretora geral da maternidade, Aloma Fonseca, a situação foi causada pela superlotação da unidade, que tem realizado uma média diária de 15 nascimentos, a maioria através de cirurgias, que requer mais materiais de expediente. Ela afirmou que este foi um caso pontual e que, em reunião realizada na noite desta quarta-feira, a SMS garantiu que a falta de materiais não iria mais acontecer. “Temos hoje 40 leitos e todos estão ocupados, há mulheres em macas e até em cadeiras, vindas da capital e de cidades do interior. Além disso, somos a única unidade na cidade cujo centro cirúrgico está funcionando, por isso, recebendo um número alto de cesáreas eletivas. E essa demanda tem consumido todo o material para atendimento que a unidade possui. Mas, a nossa expectativa é que situações como a de ontem não voltem a acontecer”, explicou Aloma.

A unidade recebeu 30 coletores de urina, mas, para a diretora do Sindsaúde-RN, Célia Dantas, essa quantidade é insuficiente e não deve durar nem uma semana. Ela denunciou ainda que há outros materiais e equipamentos em falta na unidade e até de água, em uma das enfermarias. “Estivemos na maternidade nesta quinta-feira e percebemos ainda a falta de luvas, antibióticos e outros materiais. Sem contar nos equipamentos que apresentam defeitos, como um dos berços usados para dar banho de luz em recém-nascidos com icterícia, por exemplo. Os coletores que chegaram não devem durar nem uma semana, quando é preciso que haja um planejamento para todo o mês”, afirmou Célia.

Expectativa é que não falte mais material

Após a divulgação da denúncia feita pelo Sindsaúde-RN, a diretoria da Maternidade das Quintas se reuniu com representantes da SMS para debater a falta de materiais e o abastecimento da unidade. E, conforme Aloma, a expectativa é que a situação enfrentada nesta quarta-feira não volte a se repetir, já que isso colocaria em risco a saúde das pacientes atendidas no local. “Nos garantiram que isso não iria mais acontecer e é o que desejamos, porque lidamos com vidas. Mas, a verdade é que travamos uma guerra diária, já que absorvemos pacientes vindas de outros municípios e de outras unidades locais, como a Maternidade Januário Cicco e as que deveriam ser atendidas pela Leide Morais, que está fechada para reforma”, explicou.

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