A aposta está aberta – Walter Gomes

Registre-se para a conferência de quem observa com desconfiança – e há fundamento – o que dizem candidatos à liderança…

Registre-se para a conferência de quem observa com desconfiança – e há fundamento – o que dizem candidatos à liderança do Brasil.

O birô da coluna selecionou recentíssima declaração de cada um dos três principais concorrentes.

Seguem as manifestações, a partir do que disse Dilma Rousseff, em campanha para renovar o mandato e líder nas pesquisas:

“Sei muito bem que vamos enfrentar momentos difíceis na campanha. Como não têm argumentos, os adversários vão partir para a mentira. Em outubro, os brasileiros vão escolher. Há o nosso modelo, o da inclusão social. E o deles (referência aos oito anos de FHC) que prega a volta ao passado, a volta do arrocho salarial, a volta do desemprego, da concentração de renda e da inflação.”

Fala Aécio Neves, segundo lugar no ranking dos levantamentos de opinião:

“Estamos nos preparando para vencer as eleições e dar ao Brasil um governo que possa unir decência e eficiência, duas coisas em falta hoje na administração federal. O PT assumiu o governo para fazer seus dirigentes ascenderem economicamente.”

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Tem a palavra Eduardo Campos, autodenominado representante da terceira via:

“Vamos acabar com sanguessugas dos cofres brasileiros. Há os que acham que usando os mesmos métodos, os mesmos caminhos, vão chegar a resultados diferentes. É um erro, um equívoco; o mesmo caminho vai levar ao mesmo lugar. O discurso oficial prega o medo. Diz que os adversários vão acabar com programas sociais como Bolsa Família. Vou melhorá-lo. Nosso governo vai acabar é com a corrupção, com o patrimonialismo.”

Luta pelo poder

No Pará, o PMDB unido quer tomar o governo do dividido PSDB.

Por enquanto, o projeto se sustenta no incentivo de 34,1% das pessoas ouvidas por entrevistadores da empresa Alvo Marketing e Publicidade.

Beneficiário: Helder Barbalho (foto), que terá Dilma e Lula da Silva no seu palanque. Trata-se do filho de Jader, grão-duque do peemedebismo nacional e dono de rede estadual de comunicação (jornal, rádio e televisão), que foi vereador em Belém, deputado, senador e ministro de Estado. Além de vitórias eleitorais, Jader coleciona denúncias de corrupção.

Vítima: Simão Jatene, governador recandidato, com 26,1% de apoios, segundo o mesmo instituto. Parceiro do presidenciável Aécio Neves, Jatene tem forte adversário interno: senador Mário Couto, barulhento no discurso e bom de voto.

- Sem determinar a data, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, anuncia reajuste do preço de combustíveis. O mercado crê que o aumento fique para depois da eleição. Acionistas sentem-se lesados pela interferência política na empresa.

- Faltam quatro dias para o início da campanha eleitoral no rádio e na televisão.

- A oposição divide seus três palanques mais fortes no Nordeste com Dilma. Na Bahia e no Ceará, Aécio Neves cresce mas continua no segundo lugar. Em Pernambuco, o protagonista é Eduardo Campos e a senhora Rousseff, vice-líder.

- Em São Paulo é quase impossível mudar o cenário do embate para o Palácio dos Bandeirantes. O PT perde outra vez. E não há novidade. Até Lula da Silva foi derrotado quando tentou o governo estadual. Alexandre Padilha, petista “com cara de tucano” – direito autoral para o senhor Silva -, só chegará ao segundo turno se o ex-presidente da República ganhar a graça de milagroso.

- Líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha consulta a sua bola de cristal. Nela, ‘viu’ as duplas para as semifinais da Copa do Mundo: Alemanha-Brasil e Argentina-Holanda. Sobre a final, “ainda é cedo”, gargalha o deputado fluminense, que anda muito bem-humorado com a leitura das pesquisas no Rio de Janeiro. Luiz Fernando Pezão é o candidato dele a governador; Aécio Neves, a presidente.

- Para refletir: “Todos os gêneros são bons, afora o gênero tedioso” (François Marie Arouet – o Voltaire -, filósofo francês).

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