Apple abre no Rio 1ª loja da América Latina, após ter 422 espalhadas pelo mundo

A fachada do ponto carioca tem 30 metros de comprimento, e o espaço é dividido em duas áreas: a da frente para vendas, e a de trás para treinamento

Loja da Apple, no shopping carioca VillageMall, será a primeira da empresa América Latina. Foto:Divulgação
Loja da Apple, no shopping carioca VillageMall, será a primeira da empresa América Latina. Foto:Divulgação

A Apple vai inaugurar neste sábado (15), no Rio, sua primeira loja física do Brasil e da América Latina. O estabelecimento fica no shopping VillageMall, na Barra Tijuca, e segue o mesmo padrão “clean” de arquitetura visto por todo o mundo. A chegada ao Brasil vem atrás de outras 422 inaugurações, em 13 países diferentes – o primeiro ponto foi aberto na Virgínia (EUA), há 13 anos.

Em evento realizado nesta quinta-feira de apresentação do espaço, localizado no shopping de luxo. Steve Cano, responsável pela área de varejo da empresa, afirmou que a companhia passou muito tempo em busca do lugar certo para montar sua primeira loja física no Brasil, a escolha pelo Rio se deu, segundo ele, ao encontrar esse ponto no novo shopping.

Cano não confirmou planos da  empresa para inaugurar novos estabelecimentos físicos no Brasil – onde já faz vendas online desde 2009 -, mas reforçou que todos os países escolhidos têm mais de uma loja física.

A fachada do ponto carioca tem 30 metros de comprimento, e o espaço é dividido em duas áreas: a da frente para vendas, e a de trás para treinamento. Nesse segundo ambiente, onde serão realizados workshops, fica o chamado Genius Bar.

Esse “bar do gênio” (tradução literal que não se aconselha fazer, pela estranheza que causa) funciona como um balcão de informações onde os funcionários de lojas da Apple orientam e tiram dúvidas dos clientes.

A empresa também oferecerá cursos de algumas horas para escolas, além de aulas particulares (por R$ 249 anuais, o cliente que comprar um Mac na Apple Store pode ter uma hora de treinamento semanal, durante um ano).

As 45 pessoas contratadas pela empresa para o estabelecimento no Rio, afirmou Cano, passaram por um treinamento intensivo, inclusive em outras lojas espalhadas pelo mundo – durante a visita desta quinta, no entanto, nenhum deles pôde dar entrevista sobre a experiência.

A empresa não comenta rumores de que teria encontrado dificuldades para as contratações no Brasil.

Os últimos lançamentos de produtos da Apple, no Brasil, atraíram menos consumidores para a porta de revendedoras do que em anos anteriores. Em novembro de 2013, na chegada dos iPhones 5c e 5s, a reportagem observou um número reduzido de pessoas dispostas a enfrentar filas para comprar as novidades. Entre os motivos estariam os altos preços praticados no Brasil e uma significativa melhora dos produtos concorrentes.

Lojas da Apple

A biografia “Steve Jobs”, escrita por Walter Isaacson (Companhia das Letras), tem um capítulo dedicado às lojas físicas da Apple. O conceito surgiu de uma necessidade da empresa em se diferenciar: “Ele [Jobs] não queria que um iMac fosse posto na prateleira entre um Dell e um Compaq, enquanto um vendedor de uniforme recitava as especificações de cada um”.

O cofundador da Apple envolveu-se diretamente com a criação do conceito das lojas.

Ele dava atenção especial às escadas, item no qual sempre sugeria mudanças. “Seu nome está na lista de principal inventor de dois pedidos de patente de escadas – um para o modelo transparente que tem todos os degraus de vidro e suporte de vidro fundidos com titânio, e outro para o sistema de engenharia que usa uma unidade monolítica de vidro com múltiplas lâminas de vidro coladas para suportar o peso”, relata o livro.

Aberta em 2006, a loja da 5ª Avenida (Nova York) reúne diversas paixões de Jobs: um cubo, uma escada e muito vidro. Ela fica aberta 24 horas, sete dias por semana. “Essa loja rende mais por metro quadrado do que qualquer outra do mundo”, disse Jobs, em 2010.

Ainda de acordo com a publicação, o cofundador da Apple conseguiu criar um clima de grande expectativa em torno das inaugurações, da mesma forma como preparava lançamentos de produtos. Segundo o livro, em 2010 esses estabelecimentos foram responsáveis por 15% dos rendimentos da empresa.

Fonte:Bol

 

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