Apple é mais desejada em mercados emergentes, Brasil ainda prefere Samsung

No Brasil, a Samsung ainda é a marca mais desejada, com 37% da preferência, contra 28% da Apple e 13% da Nokia

Apple é marca mais desejada nos mercados emergentes. Foto:Divulgação
Apple é marca mais desejada nos mercados emergentes. Foto:Divulgação

A Apple tem pela frente uma oportunidade e tanto de crescer nos mercados emergentes. É o que diz um estudo feito pelo Upstream em conjunto com a Ovum. De acordo com a edição de 2014 da pesquisa, que entrevistou 4.054 pessoas, 32% dos consumidores dos países emergentes (Brasil, China, Índia, Indonésia, Nigéria e Vietnã) gostariam de ter um dispositivo da Apple, 29% da Samsung, 13% da Nokia, 5% da HTC e 4% da BlackBerry.

No Brasil, entretanto, a Apple ainda não ocupa o posto de marca mais desejada. Quando se observa os dados por país, percebe-se que no Brasil a marca mais desejada ainda é a Samsung (37%). A Apple vem logo atrás, com 28%, seguida por Nokia 13%, LG 9% e Motorola 6%.

No relatório divulgado no ano passado, referente a 2012, a Samsung era quem ocupava o primeiro lugar entre as marcas mais desejadas pelos clientes dos mercados emergentes. Segundo sugere o relatório divulgado recentemente, o Android só é líder nesses países porque seus aparelhos são mais acessíveis.

O status da marca é o que mais contribui para o sucesso dos celulares no ocidente segundo aponta a pesquisa. As razões que levam um indivíduo desses mercados a comprar determinada marca são bastante diversificadas. A funcionalidade é a principal razão para a maioria dos consumidores (Brasil: 44%, Nigéria: 47%, Vietnã: 48%, China: 46% e na Índia: 48%), sendo que quase metade deles afirma que esta é a motivação mais importante.

Para 22% dos consumidores brasileiros, a confiança na marca é o segundo fator mais importante, enquanto para clientes da Nigéria (23%), Índia (26%), China (21%) e Vietnã (29%) importa a exclusividade da marca.

Segundo Marco Veremis, CEO da Upstream, a corrida  pelos consumidores dos mercados emergentes já começou entre fabricantes de celulares e provedores de conteúdo. No entanto, de acordo com ele, é preciso saber o que as pessoas dessas regiões realmente querem, esse é o desafio. “Somente quando cada uma das empresas realmente entender o público de cada região – for capaz de responder às perguntas de ‘o que é acessível’, ‘qual o conteúdo que os consumidores querem’ e ‘qual funcionalidade é preferida’ – é que elas serão capazes de se conectar com os consumidores que estão tentando alcançar”, afirma Veremis.

Lojas de aplicativos

Segundo a pesquisa, 40% dos usuários acessam conteúdo via Google Play, a loja de aplicativos do Android, sistema operacional do Google. Apenas 28% dos consumidores usam a App Store da Apple. A escolha da loja, é importante lembrar, está atrelada a escolha do sistema operacional: Apple Store só está disponível nos iPhones e Google Play apenas nos aparelhos com Android. Além disto, mais de um em cada quatro consumidores (26%) acessam conteúdo diretamente da loja de aplicativos da operadora, destacando a importância das relações locais e da confiança depositada nessas empresas pelos consumidores dos mercados emergentes.

Os resultados do relatório mostram ainda que o principal problema experimentado pelos consumidores nas lojas de aplicativos é a quantidade de mensagens promocionais recebidas (24%). Os dados revelam também a dificuldade dos clientes (24%) em navegar nas lojas e encontrar conteúdo para download.

Além disso, um em cada cinco entrevistados afirma que faltam sugestões personalizadas (20%), enquanto 1 em cada 10 (11%) diz que um grande problema é a falta de métodos de pagamento, uma vez que muitos consumidores de mercados emergentes não têm acesso a cartões de crédito.

Sobre aplicativos, Veremis acrescenta que os consumidores em mercados emergentes querem conteúdo localizado que eles possam pagar com diferentes métodos. “Este é o lugar onde vemos o domínio das relações com os operadores locais, que conquistaram a confiança e construíram um entendimento mútuo que grande parte das empresas ainda não desenvolveu – incluindo a capacidade de oferecer conteúdo personalizado, recomendações e flexibilidade de pagamento por meio de suas contas”, resume.

Apple de olho nos emergentes

A chegada da primeira loja da Apple no Brasil, que também é a primeira da América Latina, no mês de janeiro, mostra a preocupação da marca com os chamados mercados emergentes. A empresa com sede em Cupertino estaria, inclusive, estudando reeditar o iPhone 4 em países como Brasil, Índia e Indonésia, onde o desejo por produtos da Apple é latente.

Fonte:IG

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