Apple TV e Chromecast transformam TV convencional em Smart TV

Acessórios permitem usar serviços como Netflix e YouTube em televisores convencionais de LCD, LED ou Plasma

Apple TV é vendida a R$ 399 no Brasil. Foto: Divulgação
Apple TV é vendida a R$ 399 no Brasil. Foto: Divulgação

Longe de serem descartáveis como outros eletrônicos, as TVs não só são bens duráveis, como ocupam um lugar privilegiado na casa dos brasileiros. As TVs inteligentes, também conhecidas como Smarts TVs, são a bola da vez.

Mas quem comprou uma TV de tela fina antes dessa moda chegar também pode deixar seu televisor mais inteligente. O caminho é investir em um dispositivo que funciona como central multimídia. Apple e Google são algumas das gigantes da tecnologia que investem nesse mercado e que já chegaram ao Brasil. Confira abaixo algumas opções disponíveis e como elas funcionam.

APPLE TV

O que é?
É um acessório da Apple que se conecta a TV pela entrada HDMI. Para funcionar, ele precisa estar conectado à internet via WiFi ou cabo Ethernet. A Apple TV transmite imagens em HD com até 1080p de resolução.

O que faz?
Permite que o usuário acesse serviços de vídeo online, como Netflix, YouTube, Vevo, Video e Crackle, por meio de aplicativos. Também permite comprar músicas, filmes e séries do acervo do iTunes e vê-los na TV.

Quanto custa?
R$ 399

A favor:
Para os usuários de produtos da Apple é uma das melhores opções, pois a Apple TV é capaz de se conectar a iPhones, iPads, iPods e Macs e transmitir os conteúdos salvos nesses dispositivos e também no iCloud, serviços de armazenamento na nuvem da Apple. Além disso, o iTunes ainda hoje é uma das lojas virtuais de maior acervo de músicas e vídeos. Tem controle remoto.

Contra:
Como a Apple TV não dá acesso à loja de aplicativos da marca, é preciso se contentar com os programas instalados. Outra limitação é que ela não se conecta a dispositivos que não rodem iOS. Ou seja, nada de Android. Vale lembrar que os canais de esportes tipicamente norte-americanos como MLB.TV (beisebol) e NHL GameCenter (hóquei no gelo) podem exigir assinatura para funcionar ou não funcionarem devido a restrições de país.

CHROMECAST

O que é?
É um dispositivo que transmite conteúdo de smartphones e tablets para a TV. A conexão ao televisor é feita por meio de cabo HDMI. Precisa de uma rede sem fio para funcionar.

O que faz?
Resumidamente, o Chromecast serve como um condutor, levando conteúdo do tablet, computador ou smartphone para TV. Mas esse conteúdo é restrito a aplicativos suportados pelo serviço, como o Netflix e YouTube, arquivos de música ou vídeos guardados no aparelho e páginas web acessadas por meio do navegador Chrome.

Quando o usuário tem um aplicativo compatível aberto no smartphone ou tablet, um botão indica que o Chromecast pode ser acionado. Ao tocar nesse botão, o conteúdo é enviado para a TV por meio do Chromecast.

Quanto custa?
Prestes a ser lançado no Brasil, ele ainda não tem preço definido, mas nos Estados Unidos custa US$ 35 (cerca de R$ 80).

A favor:
O Chromecast é uma das soluções mais baratas do mercado e também uma das mais fáceis, uma vez que se conecta a dispositivos Android, computadores com Windows e que rodam iOS. Funciona por comando de voz.

Contra:
O dispositivo não tem entrada para cabo Ethernet. E, apesar de pequeno, não tem bateria, logo, precisa de um cabo conectado à tomada ou a uma porta USB para funcionar. Não possui controle remoto próprio, é totalmente controlado pelos dispositivos a ele conectado.

CENTRAIS DE MULTIMÍDIA

O que são?
São computadores pequenos e simples que, normalmente, rodam Android e que conectam a rede para a transmissão de conteúdo a partir da internet ou de arquivos em um pendrive, por exemplo. Grande parte se conecta à TV via HDMI e funciona com Wi-Fi ou por cabo de Ethernet.

O que fazem?
Como uma Apple TV e um Chromecast, essas centrais de multimídia dão acesso à internet e a aplicativos de entretenimento.

Quanto custam?
Entre R$ 300 e R$ 600

A favor:
O Android com acesso a loja de aplicativos dá ao usuário a possibilidade de instalar milhares de aplicativos e ver o conteúdo na TV. Além disso, algumas dessas centrais funcionam conectadas a rede 3G ou 4G, o que pode ser interessante para quem não tem internet em casa.

Contra: 
Vale lembrar que nem o Android nem grande parte dos aplicativos na loja do Google são adaptados para a TV e podem não funcionar da forma que se espera. Parte desses equipamentos é “genérico” e não tem garantia de suporte.

Videogames também são centrais multimídia

No Brasil, o mercado de centrais multimídia ainda é pequeno. Mas nos Estados Unidos, a Apple TV tem concorrentes fortes. É o caso do Roku, que já está em sua terceira versão. Por US$ 99,99 (cerca de R$ 225) o Roku 3, mais recente versão, oferece acesso a mais de cem aplicativos de canais e traz na caixa um controle remoto que se transforma em um console para jogos. O acessório também pode ser conectado a fones de ouvido.

Recentemente, a Amazon lançou um produto nessa categoria: trata-se do Fire TV, que pelos mesmos US$ 99 dá acesso a uma gama de aplicativos, aos serviços próprios da gigante do comércio eletrônico, e vem equipado com controle remoto que funciona por comando de voz.

Quem já tem um videogame moderno em casa também pode aproveitar alguns recursos para expandir a capacidade de suas TVs. Além de rodar jogos, eles os consoles mais recentes da Microsoft, Sony e Nintendo são capazes de reproduzir vídeos e músicas e a maioria já vem com aplicativos populares – como Netflix – pré-instalados.

Fonte: IG

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