A aptidão como critério – Walter Gomes

Nos estados de origem dos principais desafiantes de Dilma Rousseff, presidente recandidata, a campanha da coligação liderada pelo PT terá…

Nos estados de origem dos principais desafiantes de Dilma Rousseff, presidente recandidata, a campanha da coligação liderada pelo PT terá coordenadores especiais.

Para Pernambuco, onde nasceu Eduardo Campos (PSB), foi escolhido o líder do PT no Senado, Humberto Costa. Paulista de Campinas, ele chegou criança ao Recife, palco de seu crescimento profissional (área de medicina) e político. Foi vereador na capital, deputado (estadual e federal) e ministro da Saúde no governo Lula da Silva.

Walfrido dos Mares Guia tem a incumbência de operar em Minas Gerais, berço de Aécio Neves (PSDB). Trata-se de empresário do ensino e profissional da mineirice com pós-graduação em articulações políticas. Nascido em Santa Bárbara, município à sombra da Serra do Caraça, vestiu algumas camisas partidárias. Foi vice-governador do estado, deputado federal e ministro do Turismo na presidência Lula da Silva.

A senhora Rousseff perde em Pernambuco e Minas, mas, conforme as sondagens de opinião, assegura o segundo lugar nos dois colégios eleitorais. No primeiro, com 6,4 milhões de pessoas aptas ao voto, o socialista ganha; no segundo – com 15,2 milhões – o tucano vence.

É plausível, sim

Confirmação do que se falava nos bastidores.

Eduardo Campos (foto) recusou proposta para desistir da candidatura ao Palácio do Planalto e continuar na aliança de apoio ao projeto de poder do PT.

Foi o que o socialista afirmou, em Brasília, a meia dúzia de jornalistas.

Revelou, também, a compensação.

Seria o presidenciável do bloco em 2018.

Dois interlocutores constantes de Lula da Silva e eventuais da beneficiária admitiram ao birô da coluna que a versão é verdadeira, “mas, em parte”.

O ex-governador pernambucano seria incluído na lista preferencial, “sem dúvida”, sublinharam.

Que coisa, hem?

A inflação assume plenos poderes.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) preocupa o mercado e assusta o cidadão.

Embora tenha havido leve desaceleração, mês passado, o custo de vida ultrapassou o limite da tolerância definido pelo Conselho Monetário Nacional. Passou dois décimos do teto de 6,50%.

Diante da nervosa situação, cresce, portanto, o desapontamento dos nacionais.

Conseguiu o governo fazer perversa combinação: carestia com ritmo fraco da atividade econômica.

– Em São Paulo, José Serra (PSDB) mantém a liderança nas intenções de voto para o Senado. Seguem-no na pesquisa assinada pelo Datafolha o titular da cadeira, Eduardo Suplicy (PT), e o representante do PSD, Gilberto Kassab, ex-prefeito da capital.

– O senador Francisco Dornelles (PP) demonstra confiança na ascensão de Luiz Fernando Pezão (PMDB). Aceitou ser o vice do governador do Rio de Janeiro em campanha para renovar o mandato.

– Apelo ao eleitor repetido pelos três principais candidatos de oposição ao Palácio do Planalto. Aécio Neves, Eduardo Campos e Everaldo Pereira clamam pelo comparecimento à urna; e que vote.

– Mudança na agenda nacional. A partir da próxima semana, a campanha eleitoral, pauta para o futuro, substitui a Copa do Mundo, de triste memória para os brasileiros.

– Valor do patrimônio dos três mais destacados candidatos ao Executivo paulista, segundo a declaração deles à Justiça Eleitoral. Pela ordem decrescente: Paulo Skaf (PMDB), R$17,7 milhões; Geraldo Alckmin (PSDB), R$ 1,1 milhão; e Alexandre Padilha (PT), R$ 530 mil.

– Batismo de campanha. Slogan do PSDB, em 2010: ‘O Brasil pode mais’. Quatro anos depois: ‘Muda, Brasil’.

– Para refletir: “Sê breve em teus raciocínios, que a ninguém agrada seres longo” (Miguel de Cervantes, escritor espanhol).

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