Área onde funcionavam cigarreiras dará lugar a ponto turístico

Após a demolição das cigarreiras, os entulhos permaneceram no local até este mês de dezembro

Não há mais nenhum resquício das cigarreiras irregulares que ocupavam a encosta próxima ao Hospital Onofre Lopes. Foto: Divulgação
Não há mais nenhum resquício das cigarreiras irregulares que ocupavam a encosta próxima ao Hospital Onofre Lopes. Foto: Divulgação

A área em frente ao Hospital Universitário Onofre Lopes, na Avenida Getúlio Vargas, em Petrópolis, que antes abrigava cigarreiras, está sendo preparada para ser um novo ponto turístico de Natal. De acordo com Raniere Barbosa, titular da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), o projeto contempla a construção de um mirante, obra que ainda não tem previsão de início.

Em março de 2012, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual, iniciou a retirada das cigarreiras. No local existiam quatro estabelecimentos comerciais e edificações. De acordo com a Semurb, as cigarreiras foram montadas irregularmente e sem autorização, sob uma encosta, em área pública e considerada de risco. A área ocupada faz parte da Zona Especial de Interesse Turístico 3 (ZET-3), que abrange toda a encosta da Avenida Getúlio Vargas e adjacências.

Após a demolição das cigarreiras, os entulhos permaneceram no local até este mês de dezembro, servindo de abrigo para marginais que usavam a área como ponto de drogas. Na manhã desta terça-feira (24), uma equipe contratada pela Prefeitura estava realizando o trabalho de retirada de entulhos e construção de um novo muro de arrimo. Segundo o mestre de obras José Roberto, a previsão é de que esta primeira etapa tenha a duração de 15 dias. “O trator tirou as metralhas e já vamos iniciar o muro. A proposta é que depois seja feita a calçada e recuperada a varanda que existia antes das cigarreiras”, disse.

Tomaz Neto, secretário municipal de Obras Públicas e Infraestrutura, explicou como está sendo feita a obra. “Atendendo a uma determinação do Ministério Público estamos demolindo a ocupação irregular da encosta e iremos em outra etapa fazer a composição do passeio, da calçada, do parapeito e regularização do talude”.

O vendedor de lanches Francisco Jones, possui uma Kombi nas proximidades do Huol e conta que a retirada das cigarreiras afetou diretamente a vida da sua família. “Eu não vendia lanche, mas minha mãe foi uma das primeiras na área e teve que sair. Não acho justa a retirada e a maneira que foi feita, até porque ninguém foi indenizado. Até hoje ela está com o psicológico abalado”.

Francisco também explicou que no ano passado chegou a ter uma reunião com o diretor geral do Huol, Ricardo Lagreca, para solicitar um entendimento entre todas as partes. “Conversei com ele sobre a possibilidade de colocar as kombis mais próximas, de uma maneira organizada, seguindo regras e horários e com o aval da Semsur. Tivemos esta primeira reunião e ficamos de ver uma segunda, com a participação da Semsur, mas ainda não aconteceu. Sabemos que doutor Ricardo Lagreca é bem consciente sobre a importância que tem essa venda de lanches, porque os acompanhantes dos pacientes precisam se alimentar e estamos aqui ao lado. Desejamos entrar num entendimento, algo que seja melhor para todos. Acho que poderia ter sido feito na área uns quiosques padronizados”.

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