Arma coletiva
Nunca fui um profundo admirador do futebol gaúcho. Costumeiramente brigado e de forte marcação, o estilo dos Pampas não é na maioria das vezes um primor futebolístico, ao menos desde o tempo em que acompanho futebol. Apesar disso, o futebol aguerrido e competitivo sempre garante times tal qual Grêmio e Internacional como figurinhas fáceis nas disputas de títulos continentais e nacionais.
A partida entre Grêmio e Caracas, pela Libertadores da América, na última terça-feira, contudo, mostrou que muito mais que marcar e sufocar o adversário, um time gaúcho pode sim ser um deleite aos olhos em termos de técnica e habilidade. Comandado pelo veterano de 38 anos, Zé Roberto, e com atuações impecáveis de Barcos e Vargas, no ataque, o time celeste aplicou 4 a 1 no time venezuelano como se marcasse gols em um rachão.
O adversário não era dos mais complicados, é verdade, mas no futebol profissional, ainda mais em jogos de competições intercontinentais, não há de se esperar facilidade alguma. O Grêmio apresentou o futebol que todos os brasileiros gostariam de ver na Seleção nacional e no time do coração. Toque de bola rápido, jogadores com uma visão de jogo privilegiada e velocidade para atacar, componentes do show gremista em campo que levou à torcida na Arena ao êxtase com uma das melhores apresentações do futebol brasileiro desses primeiros meses da temporada.
Vanderlei Luxemburgo tem à mão um dos melhores elencos do país, ao lado de Atlético-MG, Corinthians, Fluminense e São Paulo. Mas além do grupo de qualidade, o treinador conseguiu fazer com que as peças, juntas, funcionem. Esta habilidade é a mesma que faz pequenos times surpreenderem, como por exemplo, na Copa do Brasil, na qual mesmo sem grande qualidade técnica, Campinense-PB e ASA-AL chegam para a disputa da Taça.
Ter grandes jogadores é fundamental para vencer jogos, mas fazer das individualidades uma arma coletiva é a essencial para superar com estilo uma temporada inteira.
Queda de braço
O presidente do Conselho Deliberativo do América e ex-presidente do clube, José Rocha, tem cobrado de maneira veemente uma maior participação do conselho na decisão sobre o estádio no qual o América disputará a Série B. O curioso é que a pressão segue mesmo após o presidente americano, Alex Padang, ter confirmado publicamente a escolha pelo estádio Nazarenão e ter inclusive dado os encaminhamentos para que as arquibancadas móveis fossem instaladas no local para atender à capacidade exigida pela CBF para a Segundona. Aos americanos, basta dizer que esta é uma queda de braço que não interessa a ninguém.
Velho seguro
O técnico Luiz Felipe Scolari convocou Seleção para os amistosos contra a Itália, em Genebra (Suíça), no dia 21, e a Rússia, em Londres (Inglaterra), no dia 25. O meia Kaká, do Real Madrid, e o atacante Diego Costa, do Atlético de Madri, são as novidades. Ronaldinho Gaúcho, do Atlético-MG, está fora. A opção do treinador em trazer o meia do Real de volta ao time faz parte do rodízio a ser feito em cada posição para formar o grupo para a Copa das Confederações e Copa do Mundo. O tempo é curto, mas a experiência é válida.
Segurança na rede
Um software programado para combater a violência no futebol através das redes sociais será lançado em Pernambuco neste mês. Orçado em R$ 900 mil e criado por um grupo de empresas, entre elas a Microsoft, o software será cedido à Secretaria de Defesa Social do estado. Será um cruzamento de dados e arquivamento de informações colhidas em redes como Facebook, Twitter, Orkut entre outras redes. A ideia é mapear e monitorar os focos de violência na região metropolitana. A nova plataforma, utilizada por grandes companhias de segurança, deve ser a primeira em uma federação de futebol no país.
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