Arquidiocese articula ações de enfrentamento à violência escolar

Padre João Maria, coordenador da campanha, explica que ação também visa o combate à exploração sexual e ao tráfico humano durante o período da Copa

Debate-sobre-trafico-humano-na-Catedral-Metropolitana-WR

Problemas de violência nas escolas e estratégias para combate da exploração sexual durante o período dos jogos da Copa do Mundo na capital potiguar foram discutidos na manhã desta quinta-feira (8), na Catedral Metropolitana de Natal, com representantes de entidades civis da área e do poder público municipal e estadual. A ação é parte das ações promovidas pela Campanha da Fraternidade 2014, no Estado, cujo tema é “Fraternidade e Tráfico Humano”.

Padre João Maria do Nascimento, coordenador da campanha na Arquidiocese explica que a iniciativa objetiva uma reflexão e articulação para a problemática sobre a área. “A Arquidiocese resolveu refletir sobre esse tema e chamar atenção da sociedade civil organizada para elencar medidas que sirvam de prevenção e combate ao tráfico de pessoas. Tendo em vista a Copa do Mundo em Natal, questionamos como vamos nos preparar para o evento e quais lacunas este evento irá deixar” afirmou.

Ele conta que cada instituição pode se inserir e somar no intuito de diminuir os índices de violência e tráfico de pessoas no Estado. “As pessoas que aqui estão são de entidades que já tem um trabalho nessa linha. Elas vêm somar e dar perspectivas novas de como enfrentar os problemas debatidos hoje” disse o pároco.

A campanha integra o projeto “Jogue pela vida”, uma ação de conscientização da população sobre os riscos do tráfico de pessoas. A iniciativa pretende montar estantes na Avenida Engenheiro Roberto Freire, no Aeroporto de São Gonçalo do Amarante e no entorno do Arena das Dunas, visando orientar a sociedade sobre as problemáticas que envolvem a violência na escola e o tráfico humano.

Padre João Maria afirma que a ação vai além do evento da Copa do Mundo e irá promover mais ações de conscientização local. “Essa campanha tem que fazer parte da vida de todo cidadão. Ela não pode ser só um momento. Quando se tem alguém que foi traficado, e essa pessoa volta pra sua família, ele volta com mágoas e tem medo de ser abrir com a família, pelos inúmeros medos. Devemos trabalhar com a prevenção, proteção e punição. A vida humana está em jogo.”

De acordo com a tenente-coronel Margarida Brandão, coordenadora do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), é importante que todos estejam unidos e buscando soluções dentro da comunidade escolar, para questões relativas a violência. “Temos que ouvir a juventude. Aqui, cada instituição ficará responsável por ações vinculadas nas escolas, direcionadas aos jovens, para entender como funciona o tráfico de pessoas. Vamos capacitar profissionais da comunidade escolar para saber ouvir a juventude e agir de maneira correta” afirmou.

Ela ressalta ainda que o encontro busca um diagnóstico para poder entender o que está ocorrendo e saber quem pode ajudar. “A Arquidiocese vem fortalecer essa articulação e mobilizar. A escola está precisando de um trabalho diferenciado para lidar com a violência e é preciso mudança” disse a coordenadora do Proerd.

Colaboram com a ação a Policia Rodoviária Federal (PRF), Secretarias Municipal e Estadual de Educação, Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), Conselho de Pais e Segurança nas Escolas, Câmara dos Dirigentes Lojistas de Natal (CDL), Coordenadoria de Direito Humanos e Conselho das Mulheres.

Compartilhar: