A arte de dialogar

Três anos depois de tramitar em comissões (técnicas e especiais) da Câmara, os deputados aprovaram o Marco Civil da Internet,…

Três anos depois de tramitar em comissões (técnicas e especiais) da Câmara, os deputados aprovaram o Marco Civil da Internet, a carta magna brasileira da rede mundial de computadores.

Precisa de retoques, porque é obra inacabada. Mas, para o momento, foi o possível. A necessidade derrotou o radicalismo, porque houve concessão do governo, da oposição e da bancada autodenominada independente.

Até recentemente, a Casa era cenário de guerrilha. Alessandro Molon (PT-RJ), o relator, fez modificações na proposta para viabilizar a votação. O líder do PMDB, Eduardo Cunha, também fluminense, sempre duro nas negociações, surpreendeu como conciliador. Reconheça-se a habilidade do presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) na condução dos trabalhos e a sensibilidade politica das lideranças partidárias, sobretudo das legendas de oposição ao Palácio do Planalto.

O projeto agora é da alçada do Senado.

O efeito negativo

Pré-campanha no estado de São Paulo.

O aspirante do PT a governador, Alexandre Padilha, é mau parceiro do projeto de reeleição da ‘companheira’ presidente da República.

Mal nas sondagens de intenção de voto, o ex-ministro da Saúde puxa Dilma Rousseff para baixo.

Fosse agora o primeiro turno da eleição, seriam promovidos à fase final o recandidato Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente da Federação das Indústrias, Paulo Skaf (foto), do PMDB.

Lula da Silva, patrono do projeto de Padilha, está na Europa. Ao tomar conhecimento da recente pesquisa, pilheriou:

“Alckmin que se cuide. Padilha vai mostrar que é candidato de chegada.”

Sábio e honesto

Como diz a canção, recordar é viver.

Independentemente de seus compromissos político-ideológicos, Mário Henrique Simonsen (1935-1997) pensava o Brasil e analisava o mundo com honestidade profissional.

É dele, engenheiro e economista-catedrático, a frase-lição que segue:

“Toda sociedade tem a inflação que merece.”

– Depois de Fernando Henrique Cardoso, grão-senhor do PSDB, o presidenciável do PSB aderiu à criação da CPI da Petrobras. Eduardo Campos orienta parlamentares socialistas a apoiarem a comissão de inquérito. Até a manhã desta quarta-feira, dois senadores resistiam: Antonio Carlos Valadares (SE) e João Capiberibe (AP).

– O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio visita o Senado, meio da tarde de amanhã. Roberto Azevêdo vai falar da (importante) eliminação dos subsídios agrícolas nos países desenvolvidos.

– Versão confirmada: a Polícia Federal propôs delação premiada ao ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras. Paulo Roberto Costa sabe tudo – ou quase – a respeito das pilantragens na empresa.

– Guido Mantega completa, nesta quinta-feira, oito anos no comando da pasta da Fazenda. Bate o recorde que pertencia a Delfim Netto, o superministro na época da ditadura dos marechais e generais.

– Sexta-feira, Públio José ingressa, como sócio efetivo, no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Públio é publicitário, jornalista, escritor e, acima de tudo, cidadão a serviço do bem.

– Eduardo Campos terá, amanhã, 10 minutos de rádio (a partir das 20h) e tevê (início às 20h30) para falar ao país. O representante do PSB na corrida ao Palácio do Planalto terá a companhia de Marina Silva, sua provável companheira de chapa, na rede nacional.

– Impressionante como o carrasco Paulo Malhães, coronel da reserva do Exército brasileiro, parece com Saddam Hussein, falecido tirano do Iraque.

– Para refletir: “Há uma banalização do trauma que se tornou a forma preferida de narrar o passado” (Karl Erik Schollhammer, ensaísta dinamarquês radicado no Rio de Janeiro).

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