Artigos relativos à Copa substituem a procura pelos fogos de artifício

As tradicionais roupas juninas estão devidamente caracterizadas para os jogos da Copa do Mundo, a maioria delas em verde e amarelo

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Um dos mais tradicionais pontos de venda de fogos de artifício não oferecerá o produto este ano. De acordo com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), os comerciantes do canteiro central da avenida Antonio Basílio (próximo ao Hiper Bompreço da Prudente de Morais) estão dentro da área de restrição comercial em torno da Arena das Dunas.

Mas, muitos deles esperam que neste ano os produtos da Copa compensem as perdas com a impossibilidade de vender fogos de artifício. Isso é o que pensa a comerciante Geane Pinheiro Maciel. “A Fifa falou que não podia, o que vai doer no bolso. É por isso que a gente está procurando tudo com tema do Brasil, por isso é que vai compensar”, acredita.

Em ano de Copa do Mundo, ela também oferece bandeiras, camisas, bermudas, chapéus, vuvuzelas, tiaras e até brincos nas cores predominantes da bandeira brasileira. Com apenas uma semana de vendas, esses produtos já se firmaram como os mais procurados. Contudo, a tradição do São João permanece com seu espaço garantido, principalmente com vestidos juninos. E até essas peças típicas estão em clima de Copa do Mundo.

Boa parte dos vestidos de Geane Maciel tem as cores do Brasil. Eles também são os mais caros, chegam a custar R$ 120 a depender do tamanho. Vestidos para meninas menores e com outras cores podem ser comprados até por R$ 45. “Eu também tenho gravata, lencinho e camisa verde-amarela pra meninos”, acrescentou a comerciante.

Juciara Ribeiro de Lima é outra comerciante que se instala no canteiro central da Antonio Basílio há 15 anos tanto no período junino quanto de carnaval. Nesses primeiros nove dias no local, ela garante que os vestidos juninos nas cores nacionais lideram as vendas. “As escolas estão pedindo mais esse vestido para acompanhar a Copa”, relatou.

Na banca de Juciara Lima, os valores da vestimenta típica feminina variam entre R$ 55 (vestido lilás mais simples) e R$ 75 (em verde e amarelo). No ano passado, ela conseguia uma receita média diária de R$ 450 com a venda dos produtos juninos.

Ela lembra que na copa de 2010 (Copa da África do Sul), conseguia vender um valor superior ao que obtém em anos sem o evento. “Na copa passada, era mais de R$ 500 por dia”, disse. Isso levando em consideração os fogos de artifício, que estavam liberados. “Esse ano não pode botar fogos por causa da Fifa, No Rio Grande do Norte quem está mandando agora é a Fifa”, criticou a comerciante.

Conforme a assessoria de imprensa da Semsur, os vendedores de fogos de artifício da área estão dentro do raio de 1,5 quilômetro do estádio da copa, onde não se pode haver comércio ambulante. A restrição da venda de fogos de artifício também foi uma recomendação da Polícia Federal para evitar que manifestantes usem esses artigos contra as forças de segurança.

Ainda segundo a assessoria de imprensa, o Corpo de Bombeiros fará vistorias nas bancas de artigos juninos. Caso encontrem o material proibido, eles poderão autuar o comerciante e em seguida comunicar a Semsur para a apreensão dos fogos de artifício. Para quem deseja se divertir com os fogos, a secretaria recomenda a compra em casas especializadas.

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