Artista cria projeto em apoio a garoto de 11 anos que tentou se matar após bullying

Apesar das intimidações que o filho sofreu, a mãe do garoto, Tiffany Morones Suttle, não pretende punir os alunos que praticaram bullying contra Michael

Michael Morones, garoto de 11 anos da Carolina do Norte (EUA), tentou suicídio após sofrer bullying por ser fã do Pequeno Pônei. Foto:Divulgação
Michael Morones, garoto de 11 anos da Carolina do Norte (EUA), tentou suicídio após sofrer bullying por ser fã do Pequeno Pônei. Foto:Divulgação

Uma história chocou o estado de Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O garoto Michael Morones, de 11 anos, tentou suicídio depois de sofrer bullying na escola por ser fã do Pequeno Pônei, desenho cor de rosa criado em 1983 e apreciado em sua maioria por meninas.

Comovido com a história, o artista Paul Richmond, de Ohio, resolveu criar um lindo projeto chamado “Arte para Michael”, que permite a diversas pessoas enviarem trabalhos artísticos criados em apoio ao garoto.

“Nossa esperança é que, com as belas artes dedicadas a Michael, muitas das quais retratam seus personagens de desenho animado mais amados, a família de Morones receba uma mensagem de esperança e carinho coletivo”, declarou Richmond ao The Huffington Post.

O artista receberá os trabalhos até o dia 30 de abril. Depois, todos os desenhos serão reunidos em um livro de capa dura que será entregue aos pais de Michael Morones. Para mais informações sobre o projeto acesse o site You Will Rise.

Tentativa de suicídio

Cansado de ser chamado de gay, Michael Morones, 11, resolveu dar fim à própria vida se enforcando com uma corda. Os pais encontraram o garoto pendurado no beliche de seu quarto no dia 23 de janeiro. Michael foi levado para o hospital, mas seu cérebro já estava há muito tempo sem receber oxigênio.

Na terça-feira (4) o garoto foi submetido a uma traqueostomia – abertura cirúrgica realizada na traqueia para facilitar a chegada de ar nos pulmões. Os médicos acreditam que o garoto pode sofrer graves sequelas e avaliam os danos causados em seu cérebro e coração.

Apesar das intimidações que o filho sofreu, a mãe do garoto, Tiffany Morones Suttle, não pretende punir os alunos que praticaram bullying contra Michael.

“Já ouvi muita gente dizer que preciso ir atrás dos valentões e responsabilizá-los. Mas você sabe, eu não acho que isso é o que Mike iria querer. Prefiro ensinar as pessoas a fazer o bem do que punir. O castigo nem sempre funciona”, declarou em entrevista à ABC News.

Fonte:Bol

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